CASAMENTO ABENÇOADO:

PRIMEIRA-DAMA E GOVERNADOR DE MATO GROSSO COMEMORAM UNIÃO DE MAIS DE 700 CASAIS

O objetivo do projeto é oferecer, gratuitamente, a regularização civil matrimonial para casais com renda familiar de até três salários mínimos, cadastrados no CAD Único

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Política

Foto: Reprodução/Instagram

A 3ª edição do Casamento Abençoado, realizada em Cuiabá, reuniu mais de 700 casais e contou com a presença de 10 mil convidados. O evento, promovido pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e pelo governador Mauro Mendes, se tornou uma tradição no Estado e teve como destaque o sorteio de cinco casas, doadas por empresas construtoras.

Virginia Mendes, idealizadora do projeto, expressou sua emoção por ser madrinha das uniões.“É gratificante e emocionante ver os casais se unirem oficialmente. Estou muito feliz com esta terceira edição; eu e o Mauro agora somos padrinhos de mais de 2 mil casais”, contou Virginia. 

Além disso, a primeira-dama compartilhou a emoção de ter conseguido as casas sorteadas durante a cerimônia. “Cinco famílias terão um lar. Que Deus abençoe a todos”, afirmou emocionada.

O casal mais idoso da cerimônia, Luiz Vieira Melo e Maria Vieira Nogueira, ambos com 80 anos, foi o responsável por representar todos os casais no momento do “sim”. “Nós nascemos no mesmo dia e estamos felizes por oficializar o nosso amor. Agradecemos à primeira-dama Virginia Mendes por toda a sua dedicação”, disse Luiz.

Os casais mais jovens, Gabriely Estevam Toledo de Almeida Pereira, de 18 anos, e Rychard Manoel Pereira da Silva Estevam, de 20, também foram destacados durante o evento.

A cerimônia foi organizada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Além dos serviços cartoriais, os noivos desfrutaram de um espaço de beleza, decoração, doces, fotos e entretenimento para eles e suas famílias.

Virginia Mendes agradeceu a todos que colaboraram para o sucesso do evento, incluindo o presidente da MT Par, Wener Santos, e as construtoras responsáveis pelas doações das casas. “Agradeço ao Governo do Estado por apoiar este projeto que idealizei com muito carinho. Gratidão ao presidente da MT Par, Wener Santos, que conseguiu com as construtoras a doação de cinco casas, e aos empresários que realizaram as doações; ao pastor Jorge Dantas; às pastoras Carolina Dalva e Patrícia Almeida; aos tabeliões: Larissa Aguida Vilela Pereira de Arruda, Karina Silva Godinho e Cristiane Borba Cunha”, afirmou.

O sorteio das casas foi realizado com a parceria de construtoras como Paiaguás, GRF Incorporadora e Corporadora, Habita MT Construções, Pacaembu Construtora e Construtora Farias Ltda. As casas serão entregues em 2026.

O evento beneficiou casais de 14 municípios da Baixada Cuiabana, incluindo Cuiabá, Várzea Grande, Planalto da Serra, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Barão de Melgaço, Santo Antônio do Leverger, Chapada dos Guimarães, Acorizal, Jangada, Nova Brasilândia, Rosário Oeste, Porto Estrela e Barra do Bugres.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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