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CAOS NA SAÚDE DE CUIABÁ GERA SUPERLOTAÇÃO NO PRONTO ATENDIMENTO INFANTIL DA SANTA CASA

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Foto omatogrosso.com

Leitos pediátricos de internação já estão todos ocupados e restam apenas três leitos intermediários disponíveis no pronto atendimento infantil

Em menos de 48 horas de funcionamento, o pronto atendimento infantil do Hospital Estadual Santa Casa já registra superlotação. O novo espaço ampliou de 70 para 120 a capacidade de atendimentos diários.

Mesmo com a ampliação, os leitos pediátricos de internação estão todos ocupados e restam apenas três leitos intermediários disponíveis no pronto atendimento infantil. Contudo, neste momento, a recepção está lotada de pessoas que precisam de assistência.

A diretora do Hospital Estadual, Patrícia Neves, teme não conseguir receber pacientes que cheguem em estado grave ao pronto atendimento.

“Em menos de 48 horas de funcionamento desta ala, que foi reformada e ampliada, já lotamos a recepção e estamos muito próximos de lotar os 19 leitos pediátricos disponíveis. Estamos preocupados, pois percebemos que este é o único hospital que funciona de porta aberta para o atendimento de crianças em Cuiabá”, disse.

Já o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que uma unidade de pronto atendimento não é suficiente para atender a demanda de todo o município de Cuiabá.

“Se a saúde da capital não funcionar como deve, iremos colapsar o pronto atendimento que acabamos de reformar e entregar para a população. Estamos angustiados com essa situação”, pontuou.

Somente em 2024, o Hospital Estadual Santa Casa realizou mais de 6.772 atendimentos no pronto atendimento infantil da unidade, que estava funcionando temporariamente, sem qualquer interrupção, em outro espaço do prédio.

A modernização do pronto atendimento pediátrico do Hospital Estadual foi entregue na última quarta-feira (03.04). Para a modernização da ala, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 3 milhões para garantir o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de todo Estado.

 

 

 

 

 

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Cattani cobra solução para sistema florestal e cancelamentos de CAR de pequenos produtores

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) cobrou providências da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a sessão plenária de quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele apontou a instabilidade do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), que controla a extração de madeira no estado, e o cancelamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenos produtores como problemas que prejudicam quem produz.

Segundo Cattani, o Sisflora está fora do ar há dias, e os empresários do setor não conseguem emitir notas, carregar cargas, nem vender a mercadoria. “Imaginem os senhores se isso acontecer em qualquer tipo de comércio. Se coloca no lugar desses empresários que estão aí sem poder vender o seu produto, sem poder comercializar há tantos dias por culpa do Estado, por culpa da secretaria”, afirmou.

O deputado lembrou que a falha inviabiliza quem produz. “É um sistema caríssimo, pago pelo Estado de Mato Grosso, mas que não funciona e dessa maneira inviabiliza os nossos grandes empresários e pessoas que produzem no setor florestal. Nós precisamos consertar isso.”

Cattani também relatou o caso de pequenos produtores do assentamento Pontal do Marape, que tiveram o CAR cancelado depois que outra pessoa registrou um cadastro sobreposto à área do assentamento. Segundo ele, sem o documento, as famílias ficam impedidas de acessar crédito e de produzir. “Hoje os pequenos produtores não conseguem acessar o crédito, não conseguem produzir, não conseguem fazer nada porque o CAR foi cancelado”, relatou.

O parlamentar questionou a atuação da Sema no caso. “Como é possível que a Sema aceite isso? E pior do que isso, como é possível, depois de comprovado que o CAR está sobreposto, não validar o CAR daqueles pequenos produtores e continuar validando o CAR da pessoa que fez numa área sobreposta?”.

Cattani dirigiu o pedido ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e lembrou que, como prefeito de Lucas do Rio Verde, Pivetta criou um programa que regularizou as áreas rurais do município. “Peço ao senhor que mude o sistema e o modo de agir da secretaria para que de fato faça justiça aos produtores rurais do nosso estado. Que não seja perseguidora dos produtores rurais”, disse.

O parlamentar defendeu uma intervenção na pasta. “Não é para que ela acabe, nem para que não faça o seu trabalho. Pelo contrário, é para que faça o seu trabalho, mas de forma correta, sem ser perseguidora dos produtores rurais do nosso estado”.

Fonte: ALMT – MT



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