SOBRE O BRT

BOTELHO DIZ QUE MAURO MENDES O CONSULTOU ANTES DE ANULAR TERMO SOBRE GESTÃO DO BRT

O governador decidiu comigo que iria anular para evitar polêmicas, disse Botelho

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Política

Foto Mayke Toscano Secom - MT

O presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato a prefeito de Cuiabá, Eduardo Botelho (UNIÃO), foi bem incisivo ao afirmar que o governador Mauro Mendes (União) o procurou para decidir juntos sobre o cancelamento do Termo Aditivo no contrato de concessão do transporte público intermunicipal entre Cuiabá e Várzea Grande. O documento original sobre os aspectos legais do novo modal, previa a possibilidade de manutenção da gestão através das empresas que gerenciam o transporte público na região, fato que beneficiaria a família do chefe do Legislativo estadual.

O chefe da Casa de Leis de Mato Grosso, disse que não sabia do Termo Aditivo assinado, mas, que o governador decidiu anular para evitar “factóides”. “Daqui pra frente [sobre esse assunto] é factóide. O governador decidiu comigo que iria anular para evitar polêmicas. E já estava decidido que seria licitação”, disse Botelho na quarta-feira (10).

A declaração ocorre após o governo Mauro Mendes ter anunciado a anulação do Termo Aditivo revelado pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT). O parlamentar alegou que esse foi o motivo para que Botelho o empurrasse durante uma sessão e o chamasse de “vagabundo”.

“Não tinha conhecimento, eu vou saber o que ele assina [irmão], pô? Você sabe o que seu irmão faz? Eu não sei o que meu faz. Eu não sei. Ele tem a vida dele, eu tenho a minha. Cada um de nós tem a vida independente, ele é empresário, eu sou político”, completou.

De acordo com o Termo Aditivo assinado em dezembro de 2022, com a implantação do BRT, o Estado terá que indenizar as empresas de ônibus pelos investimentos feitos em frota e tecnologia para o transporte que deixarão de ser usados nas linhas que o novo modal atuará.

“Na situação de implantação do sistema BRT, os serviços concedidos na forma deste aditivo terão direito ao reequilíbrio contratual com as devidas alterações, na forma como estabelecido na legislação e no contrato de concessão, sobre os investimentos realizados em frota, instalações e sistemas tecnológicos que sejam desmobilizados por decorrência da implantação da rede integrada, não sendo devidas indenizações a título de lucros cessantes”, diz o item 3.2 da cláusula 3ª do aditivo.

O documento ainda sinalizava que as empresas que atuam hoje no transporte intermunicipal em Cuiabá e Várzea Grande, poderão incorporar a operação dos serviços do BRT. “Nas condições a serem estabelecidas nos devidos atos institucionais e instrumentos jurídicos firmados entre os entes públicos, de acordo com a legislação aplicável”.

A Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU) não se posicionou a respeito do assunto.

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Cattani cobra solução para sistema florestal e cancelamentos de CAR de pequenos produtores

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) cobrou providências da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a sessão plenária de quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele apontou a instabilidade do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), que controla a extração de madeira no estado, e o cancelamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenos produtores como problemas que prejudicam quem produz.

Segundo Cattani, o Sisflora está fora do ar há dias, e os empresários do setor não conseguem emitir notas, carregar cargas, nem vender a mercadoria. “Imaginem os senhores se isso acontecer em qualquer tipo de comércio. Se coloca no lugar desses empresários que estão aí sem poder vender o seu produto, sem poder comercializar há tantos dias por culpa do Estado, por culpa da secretaria”, afirmou.

O deputado lembrou que a falha inviabiliza quem produz. “É um sistema caríssimo, pago pelo Estado de Mato Grosso, mas que não funciona e dessa maneira inviabiliza os nossos grandes empresários e pessoas que produzem no setor florestal. Nós precisamos consertar isso.”

Cattani também relatou o caso de pequenos produtores do assentamento Pontal do Marape, que tiveram o CAR cancelado depois que outra pessoa registrou um cadastro sobreposto à área do assentamento. Segundo ele, sem o documento, as famílias ficam impedidas de acessar crédito e de produzir. “Hoje os pequenos produtores não conseguem acessar o crédito, não conseguem produzir, não conseguem fazer nada porque o CAR foi cancelado”, relatou.

O parlamentar questionou a atuação da Sema no caso. “Como é possível que a Sema aceite isso? E pior do que isso, como é possível, depois de comprovado que o CAR está sobreposto, não validar o CAR daqueles pequenos produtores e continuar validando o CAR da pessoa que fez numa área sobreposta?”.

Cattani dirigiu o pedido ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e lembrou que, como prefeito de Lucas do Rio Verde, Pivetta criou um programa que regularizou as áreas rurais do município. “Peço ao senhor que mude o sistema e o modo de agir da secretaria para que de fato faça justiça aos produtores rurais do nosso estado. Que não seja perseguidora dos produtores rurais”, disse.

O parlamentar defendeu uma intervenção na pasta. “Não é para que ela acabe, nem para que não faça o seu trabalho. Pelo contrário, é para que faça o seu trabalho, mas de forma correta, sem ser perseguidora dos produtores rurais do nosso estado”.

Fonte: ALMT – MT



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