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Bolsonaro diz que negociações sobre clima são “jogo comercial”

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Da Redação

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que as negociações em torno de metas climáticas são apenas um “jogo comercial” e lembrou que a cúpula do clima da ONU, que terminou neste domingo sem avanços relevantes, não aconteceu no Brasil por uma decisão sua.

“Por que que eu não aceitei a COP25 no Brasil? Eu não aceitei, eu que decidi. Estariam fazendo aqui um Carnaval no Brasil agora”, afirmou o presidente a jornalistas neste domingo na porta do Palácio da Alvorada ao ser questionado sobre o desfecho da cúpula.

“Quero saber, alguma resolução é para a Europa começar a ser reflorestada ou só ficam perturbando o Brasil? É um jogo comercial, eu não sei como, né, que o pessoal não consegue entender que é um jogo comercial”, acrescentou o presidente.

A COP25, em seu comunicado final, apoiou apenas uma declaração sobre a “necessidade urgente” de fechar a lacuna entre as emissões atuais e as metas de temperatura do Acordo do Clima de Paris, de 2015 -um resultado que o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, chamou de decepcionante.

Brasil, China, Estados Unidos, Austrália e Arábia Saudita lideraram a resistência a uma ação mais ousada, disseram delegados.

O ministro do Meio Ambiente do Brasil, Ricardo Salles, afirmou em nota no Twitter que a cúpula “não deu em nada”. “Países ricos não querem abrir seus mercados de crédito de carbono. Exigem medidas e apontam o dedo para o resto do mundo, sem cerimônia, mas na hora de colocar a mão no bolso, eles não querem”, disse Salles.

Fonte: Reuters

Foto: Ilustração

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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