Economia

Assembleia Legislativa economiza R$ 100 milhões sob gestão de Max Russi na primeira secretaria

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Foto: assessoria

Nos dois primeiros anos da atual legislatura, a Primeira-Secretaria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, liderada pelo deputado Max Russi (PSB), alcançou uma economia equivalente a R$ 100 milhões. Esse montante está sendo devolvido ao Executivo estadual, reforçando investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura.

Assembleia  Legislativa de MT  recebeu o Selo Diamante de Qualidade e Transparência na avaliação do Programa Nacional de Transparência Pública.e foi referência nacional em transparência por dois anos consecutivos_

Esses resultados foram possíveis graças a mudanças administrativas, como a informatização do sistema financeiro e adequações impostas pelos sistemas Aplic Social. Essa modernização, realizada em parceria com a Secretaria de Controle Interno, foi considerada essencial para garantir o uso regular e eficiente dos recursos públicos.

A premiação é realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), em parceria com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).
“Temos que aliar produtividade à economia de recursos. Essas mudanças foram essenciais para tornarmos nossa gestão mais eficiente”, destacou o deputado Max Russi.

Max revela ainda que a integração informatizada das áreas de contrato e licitação, que passaram a ter seus procedimentos ligados ao sistema contábil e financeiro e com o Portal Transparência e a capacitação do corpo técnico deram autossuficiência à ALMT no envio das prestações de contas.

Comitês na ALMT – Um importante avanço no fortalecimento da gestão foi a criação de comitês estratégicos, implementados durante a gestão do deputado Max, em parceria com a Primeira-Secretaria. Entre eles, destacam-se o Comitê Estratégico de Governança, o Comitê de Inovação e, especialmente, o Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais, responsável por conduzir a implantação do Programa de Adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

“Essa é uma ferramenta importante, que reforçam compromisso com a proteção de dados de seus servidores e de todos que passam pela Casa”, destacou Maxi Russi.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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