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Após acordo, Cuiabá não terá aumento de tarifa de ônibus em 2020

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Da Redação

Cuiabá está entre as capitais brasileiras que não passarão por reajuste na tarifa do transporte público coletivo em 2020.  Cidades como Boa Vista (RR), Brasília (DF), Macapá (AP), Recife (PE), São Paulo (SP) e Vitória (ES) já sofreram reajuste neste mês. Em Maceió (AL) também há sinalização para alteração no valor da passagem.

De acordo com o prefeito Emanuel Pinheiro, a decisão está relacionada ao resultado da licitação do transporte, finalizada em 23 de dezembro de 2019. A partir da data, as vencedoras têm até 180 dias para assumir a operação do sistema na cidade. Até lá as atuais empresas continuam prestando o serviço, garantido por contrato emergencial. Hoje, o valor praticado é de R$ 4,10.

“Não seria justo com o trabalhador aumentar o preço de um serviço que ainda não começou a ser prestado. Portanto, em respeito ao cidadão, entramos em acordo com as vencedoras que assumirão a concessão e garantirmos que neste ano não haverá aumento”, explica por meio de assessoria.

Ainda conforme o Executivo, o reajuste na tarifa de ônibus está previsto em contrato com as empresas e é feito anualmente pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec). Enquanto membro do Conselho Participativo do órgão, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) tem acompanhando as análises de viabilidade.

Para as alterações, consideram-se os gastos com insumos, a inflação e os subsídios nas passagens concedidos a diversos segmentos, autorizados por lei, como no caso dos estudantes, idosos e pessoas com deficiência. 

Em 2017, Pinheiro chegou a “congelar” o aumento, por constatar a falta de melhorias no transporte coletivo. “Sabemos que os desafios para melhorar o transporte público são grandes, por isso trabalhamos tanto na nova licitação, que irá mudar uma realidade nossa gente enfrenta há décadas.”

O trâmite, lançado após 20 anos, garantirá à população ônibus climatizados, atendimento à zona rural e obras estruturantes. Além disso, o certame prevê redução na idade média dos veículos de 5.5 para 4.5 anos.

“Pedi às empresas que já entrassem com 50% da frota com idade reduzida e ar-condicionado. Nossa meta é de que em até três anos 70% dos coletivos em circulação sejam climatizados, e que, no máximo em cinco anos, estejamos operando com a totalidade da frota climatizada”, finaliza.

Foto: Douglas José Ramos

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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