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Alunos de Sinop são premiados em concurso sobre combate à violência contra a mulher

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Adultos e crianças posam juntos em um palco. Os estudantes seguram certificados e sacolas de brindes. Ao fundo, um grande telão roxo exibe: A primeira edição do concurso cultural “A Escola Ensina, a Mulher Agradece” realizada em Sinop premiou, na sexta-feira (22), 35 vencedores em cinco categorias. Promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a iniciativa contou com a participação de mais de 700 alunos de 15 escolas da rede municipal de educação.

A solenidade aconteceu na Câmara Municipal de Sinop e reuniu juízes e juízas, membros do Ministério Público de Mato Grosso, prefeito, vereadores e outras autoridades locais. O momento representou o reconhecimento de estudantes, professores, diretores e escolas que abraçaram a importante ação de conscientização e prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Em primeiro plano, uma menina sorridente com jaqueta jeans segura a caixa de um fone de ouvido Philco e um cartaz do projeto. Ao fundo, pessoas conversam dispersas em um grande salão.O concurso premiou estudantes do Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano. Os participantes abordaram o tema em trabalhos inscritos nas categorias desenho, para o 1º e 2º ano, e redação, poesia, vídeo e música para alunos do 3º ao 5º ano. Os vencedores receberam medalhas, certificado de participação e premiações, como relógio, fone de ouvido e caixa de som.

“Nossa avaliação é extremamente positiva. As redações, poesias, músicas, vídeos e outras produções artísticas demonstraram o olhar atento e reflexivo dos estudantes sobre um tema tão relevante para a sociedade”, comenta a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, titular da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá.

Coordenadora da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, a magistrada destaca que os alunos demonstraram profundidade e sensibilidade ao tratar da temática. Para ela, a ação do Poder Judiciário de Mato Grosso nas escolas fortalece o papel transformador que a educação exerce em toda a sociedade.

“A educação é um instrumento de mudança cultural. Trabalhar a conscientização desde a infância e adolescência contribui para a formação de cidadãos mais empáticos, conscientes, respeitosos e comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e livre da violência”, completa a juíza Tatyana Borges.

Oito mulheres posam alinhadas em um auditório. A mulher ao centro, de vestido preto, segura um certificado impresso. Atrás delas, um telão roxo exibe logos institucionais.Além dos 35 vencedores na etapa municipal, outros 526 estudantes também foram premiados na etapa escolar e receberão medalhas pelos projetos apresentados nas cinco categorias. A premiação dos ganhadores é o resultado de um trabalho iniciado em 2025 pelo TJMT para a implantação do projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece” nas unidades educacionais de Sinop.

“Realizamos uma capacitação inicial nos meses de maio e junho de 2025, em Cuiabá, voltada aos diretores e professores das redes de ensino envolvidas. Posteriormente, em outubro, promovemos uma capacitação específica no município de Sinop, fortalecendo a preparação pedagógica para o desenvolvimento do projeto nas unidades escolares”, conta Tatyana.

Sobre o projeto

O concurso “A Escola Ensina, a Mulher Agradece” foi idealizado pela desembargadora Maria Erotides Kneip, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT). O projeto está presente nas escolas municipais e estaduais de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis, Barra do Garças e Cáceres.

A iniciativa tem como objetivo promover a conscientização sobre o enfrentamento à violência de gênero por meio da produção artística, literária e cultural. Além disso, reconhece talentos estudantis do estado, fomenta práticas educativas transformadoras, desperta o protagonismo juvenil e fortalece a rede de proteção à mulher.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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Suspensão do ITR sobre imóvel rural invadido vai à Câmara

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Proprietários poderão deixar de pagar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) sobre imóveis total ou parcialmente invadidos quando a ocupação impedir o uso e a exploração econômica da propriedade. A medida está prevista em projeto aprovado nesta terça-feira (11) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O PL 1.648/2024, do senador Jayme Campos (União-MT), recebeu parecer favorável, com emendas, do senador Jaime Bagattoli (PL-RO). A matéria foi aprovada em votação final e, se não houver recurso para análise do Plenário, seguirá para a Câmara dos Deputados.

Além da não incidência do ITR sobre imóveis invadidos, o projeto altera a forma de determinar o Valor da Terra Nua (VTN), usado no cálculo do imposto, e trata da fiscalização e da destinação dos recursos arrecadados pelos municípios. O VTN corresponde ao valor da terra sem considerar construções, instalações e benfeitorias.

Pelo parecer, a avaliação deverá levar em conta critérios como aptidão agrícola, localização e dimensão do imóvel. Caso discorde dos valores da tabela do Sistema de Preços de Terra (SIPT) da Receita Federal, o contribuinte poderá apresentar laudo próprio, com validade de cinco anos.

Para ter direito à não incidência do ITR em razão de invasão, o proprietário deverá comprovar a situação por meio de boletim de ocorrência policial e comunicá-la ao órgão federal responsável pela administração tributária. Quando recuperar plenamente a posse do imóvel, também deverá informar o órgão. Segundo o parecer, as exigências permitem verificar a ocorrência da invasão e impedem a manutenção do benefício depois do fim da situação que o justificou.

Cálculo do imposto

Uma das mudanças feitas pelo relator foi manter a área total do imóvel como referência para definir a faixa de alíquota do ITR, em vez da área efetivamente aproveitável. Segundo o parecer, o uso da área aproveitável poderia reduzir a arrecadação sem que o projeto apresentasse estimativa do impacto financeiro.

O relatório ressalta ainda que áreas de preservação permanente e de reserva legal já são excluídas da base de cálculo do imposto e do cálculo do grau de utilização da propriedade.

Durante a discussão, Bagattoli afirmou que a proposta aperfeiçoa a cobrança sem reduzir a arrecadação dos municípios. O relator também destacou que o cálculo do imposto considera o valor da terra nua, e não o das estruturas construídas na propriedade.

— Os municípios não estão perdendo arrecadação. O cálculo desse imposto é feito pelo VTN, sobre o valor da terra nua — disse Bagattoli.

Jayme Campos também criticou diferenças na avaliação das propriedades para fins de cobrança do imposto. Segundo o senador, os valores definidos podem não corresponder ao preço da terra e gerar insegurança para os produtores.

— O atual modelo no cálculo do ITR é incoerente e injusto. Existe uma enorme insegurança jurídica quando da determinação do valor monetário da terra nua, e o preço de mercado, lamentavelmente, às vezes não é compatível — afirmou.

Recursos para o campo

O projeto estabelece que municípios conveniados com a União para fiscalizar e cobrar o ITR deverão usar prioritariamente os recursos arrecadados em melhorias no meio rural. O relatório cita como exemplos infraestrutura local, construção e reforma de estradas vicinais, conectividade e eletrificação rural.

Emenda da ex-senadora Augusta Brito também incluiu entre as prioridades ações de promoção da autonomia econômica e social das mulheres do campo e de prevenção e enfrentamento da violência contra elas.

O texto mantém na esfera federal o julgamento de contestações administrativas relacionadas ao ITR. De acordo com o relator, transferir essa função aos municípios poderia resultar em decisões diferentes sobre um mesmo tributo federal.

A proposta também estabelece o Cadastro Ambiental Rural (CAR) como principal instrumento para comprovar as áreas tributável e total do imóvel.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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