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Abilio propõe dividir em quatro vezes cobrança retroativa da tarifa de água em Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), informou nesta segunda-feira (6) que a Prefeitura apresentou à concessionária Águas Cuiabá uma proposta para parcelar em quatro vezes a cobrança retroativa do reajuste nas tarifas de água. A medida busca reduzir o impacto financeiro para os consumidores diante da aplicação dos valores acumulados.

O reajuste de 11,63% foi autorizado no fim de 2024, após parecer favorável da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec). Posteriormente, a concessionária obteve decisão favorável em Câmara Arbitral, assegurando o direito de cobrar os valores retroativos, uma vez que não cabem mais recursos na esfera jurídica.

Segundo Abilio, a administração municipal contestou administrativamente o reajuste, notificou a empresa e levou o caso ao Ministério Público de Mato Grosso. No entanto, explicou que a decisão arbitral restringiu a possibilidade de atuação da Prefeitura.

“Nós fizemos uma proposta para parcelar esse valor em quatro vezes. Eles ganharam na Justiça, têm esse direito, mas entendemos que aplicar a cobrança de uma só vez pesa muito para o cidadão”, afirmou.

O prefeito reiterou que é contrário ao reajuste por considerar que ele compromete o orçamento das famílias cuiabanas, especialmente porque o aumento também incide sobre a tarifa de esgoto. Para ele, a cobrança representa mais um problema herdado da administração anterior.

“Esse é mais uma herança negativa recebida por nós. Entendemos que é um valor muito alto e que pesa no bolso da população. Por isso, a Prefeitura se posicionou contra e fez tudo o que podia para defender o cidadão”, declarou.

Abilio afirmou ainda que as negociações com a concessionária continuam e demonstrou expectativa de que a proposta de parcelamento seja aceita. Ele observou que a decisão depende também dos investidores da empresa, e não apenas da gestão local.

“Eles têm investidores e uma estrutura de decisão que não depende apenas da operação local. Mesmo assim, estamos dialogando para encontrar uma alternativa que reduza o impacto para a população”, disse.

Por fim, o prefeito garantiu que a administração seguirá buscando alternativas para diminuir os efeitos da cobrança sobre os consumidores.

“Eu sou contra esse aumento. Mobilizei nossa procuradoria e demais pastas nesse tema. Nosso papel é continuar defendendo o cidadão e buscar uma solução que minimize esse impacto para quem paga a conta de água”, concluiu.



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Rogerinho Dakar diz que operação investiga sua gestão no DAE e nega participação em eleição da Câmara

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O vereador Rogerinho Dakar (PSDB), de Várzea Grande, afirmou que as buscas realizadas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) em sua residência estão relacionadas à gestão dele à frente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), e não à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. O parlamentar foi um dos alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na manhã desta terça-feira (20).

Rogerinho negou envolvimento na disputa pelo comando do Legislativo e ressaltou que não participou da votação realizada em maio, cujo resultado foi posteriormente anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Naquele período, segundo ele, estava à frente do DAE.

De acordo com o vereador, os agentes recolheram documentos referentes à administração do departamento. Ele afirmou que já havia organizado um dossiê sobre sua passagem pelo órgão e defendeu que os registros sejam examinados pelas instituições responsáveis pelo controle da gestão pública.

O parlamentar declarou que, durante os cinco meses em que esteve à frente do DAE, foram realizadas 15 licitações e adotadas medidas para ampliar a transparência administrativa. Segundo ele, a documentação também foi encaminhada ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas, à Prefeitura de Várzea Grande e à própria Câmara Municipal.

Vereador comenta vídeo com dinheiro

Durante a entrevista, Rogerinho também foi questionado sobre um vídeo que circulou nas redes sociais, no qual aparece com maços de dinheiro dentro de uma sacola. O parlamentar classificou as imagens como “totalmente fora de contexto”, mas não apresentou, na ocasião, explicações adicionais sobre a situação registrada.

A gravação foi mencionada em meio aos questionamentos sobre as suspeitas de compra de votos investigadas pelo Gaeco. Rogerinho, por sua vez, reiterou que não participou da eleição da Mesa Diretora e sustentou que as buscas em sua residência estão relacionadas aos documentos referentes à gestão do DAE.

Operação investiga suspeitas de corrupção

A Operação Cathedra Venalis apura possíveis irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, incluindo suspeitas de compra de votos, obtenção de vantagens indevidas e atuação de uma possível organização criminosa envolvendo agentes públicos.

Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação busca reunir elementos para esclarecer as suspeitas.

A inclusão de Rogerinho Dakar entre os alvos da operação não representa comprovação de envolvimento em crimes. As circunstâncias das diligências e as responsabilidades individuais dos investigados deverão ser esclarecidas no decorrer da apuração.



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