ENCONTRO
ABILIO E PIVETTA AGENDAM REUNIÃO SOBRE SAÚDE; ESTADO APRESENTARÁ DADOS DA INTERVENÇÃO
Durante a reunião, foi agendada uma nova conversa, ainda sem data definida, no Palácio Paiaguás, para discutir assuntos relacionados à saúde pública do estado
Política
O prefeito eleito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e o governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), se encontraram na Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (6). Durante a reunião, foi agendada uma nova conversa, ainda sem data definida, no Palácio Paiaguás, para discutir assuntos relacionados à saúde pública da capital do estado.
Além do pedido de recursos, o encontro também servirá para que o estado apresente ao novo prefeito os dados da intervenção realizada no ano passado na área da saúde.
Pivetta ressaltou que essas informações serão fundamentais para que Brunini tenha uma compreensão mais detalhada da situação da saúde na capital, além de fornecer sugestões de ações que possam ser implementadas para melhorar os pontos mais críticos do setor.
“É importante destacar que a equipe da intervenção tem todo o diagnóstico, tem as informações preciosas […] tem capacidade de opinar, dar opinião, e sugerir uma estreia do novo prefeito, com bastante resolução e velocidade na diminuição das dores que as pessoas se sofrem”, ressaltou Pivetta.
Pivetta, destacou que 20% da população de Mato Grosso reside na região metropolitana, e mais de 40% dos problemas na área de saúde estão concentrados apenas na capital. Com a mudança de governo, Pivetta acredita que seja possível resolver essa situação.
Por sua vez, Abilio Brunini mencionou que Pivetta o contatou na terça-feira (5) para discutir questões de saúde e oferecer a colaboração da equipe do governo no processo de transição e no início de sua gestão.
“O Pivetta me ligou com a gente ontem, a gente conversou, ele já se deixou à disposição, quer ajudar a saúde de Cuiabá. Quando o Governador está querendo realizar a ação de Cuiabá, a gente está no caminho certo”, frisou.
Política
Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG
O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.
Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.
A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.
Denúncia menciona possível plano contra a prefeita
O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.
Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.
As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.
A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.
O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.
Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.
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