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ABÍLIO BRUNINI ANUNCIA ENVIO DE PROJETO PARA REVOGAR TAXA DO LIXO: “NAS PRIMEIRAS ENTREGAS”

Essa medida foi uma das principais promessas de sua campanha para a Prefeitura de Cuiabá

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Política

Foto: Renato Ferreira

Abílio Brunini (PL), prefeito eleito de Cuiabá, anunciou que enviará, ainda em janeiro, um projeto de lei para revogar a cobrança da taxa de coleta de lixo na cidade. Essa medida foi uma das principais promessas de sua campanha para a Prefeitura de Cuiabá.

Em entrevista Abílio informou que o projeto de revogação da taxa de coleta de lixo será enviado à Câmara Municipal em janeiro, juntamente com a Lei Orçamentária Anual (LOA). Ele explicou que a medida causará impacto na arrecadação do município.

“Já anuncie para eles (vereadores) que a gente vai mandar a revogação da taxa do lixo já nas primeiras entregas, porque ela também impacta na LOA. Então, a gente faz a alteração dela e já mandando para cá”, disse o ainda deputado federal à imprensa após uma reunião com os vereadores, na Câmara.

A taxa, cobrada desde julho do ano passado, gerou intensos debates na Câmara Municipal. Após polêmicas, foi aprovada no Legislativo e ainda enfrentou um impasse jurídico no Tribunal de Justiça (TJMT).

Durante encontro com os vereadores, Abílio Brunini discutiu a tramitação da LOA de 2025 e sugeriu o adiamento da votação para o início de janeiro, após a posse da nova legislatura. O prefeito eleito propôs que as emendas apresentadas por vereadores não reeleitos sejam incorporadas ao texto como emendas do relator.

Segundo Abílio, o Regimento Interno da Câmara Municipal determina que projetos em tramitação sejam arquivados ao final de um mandato.

 “Se um vereador não for reeleito, tudo que era dele se encerra, e isso impacta diretamente no orçamento e nas emendas. Minha proposta é que as emendas desses vereadores sejam entregues ao relator da LOA, que normalmente é um parlamentar reeleito, para que sejam mantidas na próxima legislatura”, explicou

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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