Biênio 2022/2023

56ª Mesa Diretora do Tribunal de Contas de Mato Grosso é empossada

Alguns dos princípios norteadores são União, harmonia, planejamento, capacitação e orientação

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Política

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

Na manhã desta sexta-feira (17),  A 56ª Mesa Diretora do TCE-MT, referente ao biênio 2022/2023, foi empossada em sessão solene. União, harmonia, planejamento, capacitação e orientação, com foco na melhoria da Administração Pública, especialmente, a municipal. Estes serão alguns dos princípios norteadores da próxima gestão do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), sob liderança do conselheiro José Carlos Novelli.

Novelli lembrou que são mais de 20 anos de história em comum com o órgão de controle externo, quase um terço de seus 67 anos de vida e uma boa porção dos 68 anos de existência do Tribunal. “Ajudei a construir e desenvolver o TCE e o Tribunal também me constrói e me ajuda a desenvolver enquanto ser humano”.

O presidente empossado fez questão de fazer um agradecimento público a sua família. “Minha esposa, meus filhos, genros e netos, vocês são o suporte nesta minha caminhada, o ombro e o colo onde sempre pude chorar e recostar depois de cada batalha. Feliz de quem tem uma família! Posso dizer que sou mais feliz porque tenho duas famílias. A minha segunda família é o Tribunal de Contas”.

Após os agradecimentos, Novelli pontuou que na gestão 2022/2023 vai contar com a contribuição de todos os conselheiros, tanto no desempenho da função de relator, quanto na condução e execução de programas e projetos, que juntos vão implementar. “Essa vai ser a gestão de Novelli, de Antônio Joaquim, Valter Albano, Waldir Teis, Domingos Neto, Sérgio Ricardo e Guilherme Maluf. Do conjunto dos servidores, técnicos, auditores e procuradores que formam esta Casa. Aqui vocês têm um soldado. Pronto para fazer o melhor de si”.    

Na oportunidade, o conselheiro ainda apresentou uma cartilha, na qual discorre a respeito da visão sobre Mato Grosso, o Tribunal de Contas e os princípios que vão nortear sua gestão à frente do Tribunal, ressaltando que o foco será a melhoria da Administração Pública, notadamente a municipal. Novelli lembrou que dos 141 prefeitos empossados neste ano, 88 estão tendo sua primeira experiência frente à gestão pública.  

“Entendemos que o planejamento é a melhor ferramenta para auxiliar a boa governança. Vamos concentrar esforços na função orientadora do Tribunal, por meio da sua Escola Superior de Contas, para capacitar os gestores públicos e as suas equipes. Avançar nas parcerias institucionais na busca da solução dos problemas em comum e estimular as ações colaborativas. Trabalhar de forma integrada, colocando o TCE como ponte entre as organizações das duas esferas da administração pública mato-grossense, no que contamos com especial atenção dos Poderes Executivo e Legislativo estaduais para a execução dessa relevante tarefa”, anunciou. 

Ao “passar o bastão”, o conselheiro-presidente, Guilherme Antonio Maluf, que assume o cargo de corregedor-geral no próximo biênio, ressaltou a sensação de dever cumprido e destacou como sua maior realização, a harmonização trazida para dentro do Tribunal de Contas e a integração com os Poderes. “A harmonia interna e externa talvez seja o meu maior legado neste Tribunal”.

Após citar algumas das principais ações de sua gestão, também fez questão de destacar sua visão do que é um tribunal de contas moderno. “Um tribunal contemporâneo não pode existir só para aprovar e reprovar contas públicas, tem que ser capaz de mudar a vida do cidadão. Capaz de garantir políticas públicas, não as executando, mas auxiliando os Poderes, capacitando os gestores, dando condições para que tenham um caminho voltado, sobretudo, para a eficiência”.

Nesse sentido, Maluf ponderou que na próxima gestão, sob liderança de Novelli, todos os conselheiros vão trabalhar conjuntamente, integrados nessa propositura e nunca esquecendo que é preciso manter a união com os Poderes e respeitar todas as prerrogativas.

Prestigiando a posse, o governador do Estado, Mauro Mendes, também exaltou a busca da eficiência da gestão pública, destacando o importante papel desempenhado pelo Tribunal de Contas. “Essa busca é algo primoroso. Existem diversos mecanismos para fiscalizar e penalizar o desvio de recursos públicos, mas não existem para coibir a ineficiência, a meu ver, esse é o principal mal na administração pública”.

Mauro Mendes desejou ainda uma profícua gestão aos empossados e que o órgão e o governo possam criar sinergias para buscar essa eficiência. “Que possamos mirar em algo diferente. Não podemos dar as mesmas soluções para os mesmos problemas, pois teremos os mesmos resultados. Acredito que nos vocacionando cada vez mais para buscar eficiência, vamos construir esse país do futuro que sempre quisemos e que continuamos a querer para nós e para nossas famílias”.

Já o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado estadual Max Russi, disse que, ao longo dos 20 anos que tem de vida pública, pode assegurar o quanto o Tribunal avançou e contribui com as políticas públicas do estado. “Isso mostra uma sintonia grande e o rumo que o Tribunal vem traçando para os próximos anos, no sentido de trabalhar melhor a gestão pública do estado e a efetividade da aplicação dos recursos públicos”.

Procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges referendou a fala do presidente empossado, destacando a cultura da paz e que mais importante do que planejar, é executar, para que o planejamento não seja simplesmente uma peça de ficção. “Nós, como órgãos de controle, temos essa grande responsabilidade. Investimentos públicos tem que ser qualitativos, com resultados. Precisamos ter racionalidade e, com certeza, essa racionalidade vem por meio do Tribunal de Contas, com a estrutura que tem aqui para dar norte aos prefeitos, com seus estudos estatísticos, que são importantíssimos no planejamento. O bom gestor precisa ter dados para decidir”. 

Empossado vice-presidente, o conselheiro Valter Albano enalteceu a composição dos tribunais de contas brasileiros, segundo ele, referendada pela gestão de Maluf. “Vi confirmada minha tese de sempre de que essa composição mista, eclética, é a ideal para um tribunal que tem a essência administrativa, porque só quem tem experiência pode apreciar, julgar e compreender, na sua totalidade, as contas públicas. É nessa condição que eu digo que essa é uma inteligência estratégica do Congresso Nacional Brasileiro”.

Decano e ouvidor-geral do TCE-MT, o conselheiro Antônio Joaquim fez o discurso de saudação aos empossados, oportunidade em que ressaltou o papel das Cortes de Contas do país. “Estamos todos dentro de um barco, como tripulação, fazendo o que nos cabe do ponto de vista institucional e constitucional. Estamos no mesmo barco, indo para o mesmo porto, para o mesmo destino, que é oferecer aos cidadãos serviços públicos de qualidade. Para isso que existimos. Escolhidas as políticas públicas pelos representantes eleitos, vamos ajudar a executá-las, com a clareza que temos nesse tribunal moderno, que tem essa cumplicidade em melhorar a qualidade de vida da população”.

Também fizeram uso da palavra e cumprimentaram a nova Mesa Diretora do TCE-MT, procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar, e o consultor Jurídico-Geral da Corte de Contas, Grhegory Maia.

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Expedição Justiça Sem Fronteiras marca recomeços com divórcio e casamento em Palmarito

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A 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras transformou histórias e realizou sonhos na comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade (594 km de Cuiabá).

Enquanto a dona de casa Juscilene Massaré, de 48 anos, conseguiu oficializar o divórcio que aguardava há dois anos, o casal Edalina Tomicha e Cornelho Neto deu entrada no casamento civil após cerca de 30 anos de convivência.

Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras leva serviços de cidadania, orientação jurídica e acesso à Justiça para comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.

Um novo começo

Separada de fato há dois anos, Juscilene conta que desejava formalizar o divórcio desde o fim do relacionamento, mas as dificuldades financeiras e a rotina de trabalho impediram que ela buscasse a regularização. A solução veio por meio de uma audiência realizada por videoconferência. Embora o ex-marido não estivesse em Palmarito, ele participou do ato de forma remota e confirmou sua concordância com o divórcio.

“Assim que ele saiu de casa eu já queria resolver isso, mas não foi possível. Eu trabalhava muito, tinha meu filho menor para cuidar e não tinha condições de viajar. Eu ficava muito triste com essa situação. Então, conseguir resolver isso hoje é só felicidade”, afirmou.

A assessora de gabinete Juliana de Paula relata que a conciliação permitiu resolver rapidamente uma situação que poderia levar meses para ser concluída.

“Ela nos procurou informando que já estava separada de fato há dois anos e que o ex-cônjuge concordava com o divórcio. Como ele não estava presente, realizamos uma audiência por videoconferência com a participação do magistrado e do defensor público. Em menos de uma hora conseguimos resolver uma situação que poderia levar meses para ser concluída”, detalhou.

O sonho do casamento

Se para Juscilene o momento representou o encerramento de um ciclo, para Edalina Tomicha e Cornelho Neto simbolizou a realização de um sonho antigo. Moradores da comunidade, eles aproveitaram a passagem da expedição por Palmarito para dar entrada na habilitação do casamento civil.

“Nós somos moradores daqui e, quando ficamos sabendo dos atendimentos, viemos. Eu me sinto muito feliz. Faz muito tempo que ele fala sobre nos casarmos no civil”, contou Edalina.

“Eu amo minha mulher e quero casar com ela. Essa oficialização tem um valor muito grande para nós”, completou Cornelho.

A assessora jurídica da Defensoria Pública Patrícia Costa Campos explica que muitas pessoas deixam de formalizar a união por dificuldades financeiras ou pela distância dos serviços públicos. “Eles estão juntos há cerca de 30 anos, construíram uma família e uma história de vida na comunidade. Muitas vezes as pessoas não formalizam a união por falta de condições financeiras ou de acesso aos serviços. Para nós é uma alegria poder contribuir para que esse desejo seja realizado”, pontuou.

Próximas etapas

A programação da Expedição Justiça Sem Fronteiras segue para o distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, nos dias 14 e 15 de junho.

A última etapa será realizada no distrito de Vila Picada, em Porto Esperidião, nos dias 17 e 18 de junho.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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