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Inglaterra pressiona, para em Gana e vaga fica para a última rodada

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A Inglaterra até tentou, mas não passou pela muralha defensiva de Gana. Pela segunda rodada do Grupo L da Copa do Mundo, as seleções empataram em 0 a 0 na tarde desta terça-feira, no Gillette Stadium, em Boston (EUA), em um jogo marcado pelo domínio inglês sem efetividade.

O resultado adia a classificação britânica para a fase final da chave e deixa a decisão para a última rodada.

Situação do Grupo L

Com o empate, Inglaterra e Gana chegam aos 4 pontos. Os ingleses, no entanto, mantêm a liderança do grupo no saldo de gol. Ambas as seleções dependem de si para avançar às oitavas de final.

Primeiro tempo morno

A etapa inicial foi de poucas oportunidades em Boston. A Inglaterra teve o controle da partida, trocando passes e ocupando o campo de ataque, mas faltou profundidade para furar o bloqueio montado por Gana.

O lance mais perigoso saiu aos 36 minutos: Madueke fez boa jogada pela direita e cruzou na medida para Rice, que cabeceou por cima do gol.

Segundo tempo de chance perdida

No retorno do intervalo, Gana se manteve bem postada e tentou assustar em contra-ataques rápidos, mas sem sucesso. O goleiro Pickford passou a tarde praticamente sem trabalho.

A primeira grande oportunidade inglesa veio aos 23 minutos, quando Harry Kane recebeu na entrada da área e finalizou rasteiro, exigindo boa defesa de Asare.

A seleção africana respondeu aos 33 minutos: lançado em velocidade, Adu invadiu a área e foi desarmado por Konsa no momento do chute. Logo depois, os ganeses balançaram as redes, mas o impedimento foi marcado.

O momento de maior tensão veio aos 41 minutos da etapa final. O’Reilly recebeu cruzamento na área e acertou o travessão. No rebote, a bola sobrou limpa para Harry Kane, livre na pequena área, mas o atacante isolou — para espanto de todos no estádio.

O apito final confirmou o 0 a 0. A vaga no Grupo L será decidida na última rodada.

FICHA TÉCNICA
Placar Inglaterra 0 x 0 Gana
Competicao Copa do Mundo — 2 rodada do Grupo L
Local Gillette Stadium, Boston (EUA)
Data 23 de junho de 2026 (terca-feira)
Horario 17h (de Brasilia)
Cartoes amarelos Rice (Inglaterra); Inaki Williams (Gana)
Cartoes vermelhos Nenhum
Arbitro Said Martinez (HON)
Assistentes Walter Lopez e Christian Ramirez (HON)
VAR Armando Villarreal (EUA)
ESCALACOES
Inglaterra Pickford; Reece James, Konsa, Guehi e Djed Spence (O’Reilly); Rice, Elliott Anderson (Eze) e Bellingham (Rogers); Madueke (Rashford), Gordon (Saka) e Kane. Tecnico: Thomas Tuchel
Gana Asare; Senaya (Peprah Oppong), Adjetey, Opoku e Mensah; Partey, Yerenki e Sibo; Semenyo, Inaki Williams (Fatawu) e Jordan Ayew (Adu (Baba)). Tecnico: Carlos Queiroz

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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