IDENTIFICADO
Politec conclui necropsia de vítima encontrada no Pantanal
Após os procedimentos periciais, o corpo foi liberado aos familiares na noite de ontem (20.07)
Polícia
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), concluiu, nesta terça-feira (21.07), a necropsia e identificação do corpo de um homem encontrado em uma fazenda na zona rural de Poconé, no Pantanal mato-grossense (180 km de Cuiabá). O exame de necropsia apontou como causa da morte politraumatismo por instrumento contundente, e a vítima foi identificada pelos papiloscopistas como Osvaldo Leonato, de 49 anos.
Após os procedimentos periciais, o corpo foi liberado aos familiares na noite desta terça-feira (20.07). Equipes das Diretorias Metropolitana de Medicina Legal (DMML) e de Criminalística da Politec deslocaram-se, na manhã desta terça-feira (20.07), até a fazenda, com o objetivo de realizar a perícia e a remoção do corpo de um homem que foi encontrado por um funcionário da propriedade, no último sábado, já em estado de decomposição. O tempo de morte, estimado durante a necropsia foi de cerca de seis dias.
A Politec foi acionada para atender às requisições de perícias no último sábado (17.07), no entanto, mesmo após 14 de horas de deslocamento e devido ao fato da fazenda estar situada em uma região de difícil acesso por via terrestre, na ocasião, a ocorrência foi interrompida.
Diante dos fatos, foi feito contato com a equipe Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) para ir até a propriedade. Então, os trabalhos iniciaram em buscas das melhores coordenada de pista, condições de pouso, preparação logística, uma vez que também seria necessário preparar um trator para abrir o caminho de uma propriedade vizinha até a fazenda em que ocorreu o fato.
Os trabalhos de investigação e perícia foram retomados nesta terça-feira com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Civil. O deslocamento ao local, via aérea, durou cerca de 45 minutos.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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