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Polícia Civil prende seis alvos e apreende bens em nova fase da Operação Integrate

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Seis integrantes de um grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas e lavagem de capitais foram presos pela Polícia Civil de Mato Grosso, nesta sexta-feira (23.1), em continuidade aos trabalhos da Operação Integrate.

A operação foi deflagrada na última terça-feira (21.1), para cumprimento de ordens judiciais decretadas pela Justiça, com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

A continuidade dos trabalhos possibilitou a localização de investigados que estavam foragidos, com o cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão, bem como o sequestro de bens.

Dentre os presos, está um dos alvos que procurou o Fórum de Cuiabá em razão do bloqueio judicial de seus bens. A equipe policial identificou o mandado de prisão expedido em seu desfavor e efetuou a prisão no local. Posteriormente, foi constatada a existência de outro mandado de prisão em aberto, oriundo da 7ª Vara Criminal, relativo a processo distinto.

Na residência dos alvos, foram apreendidas máquinas de cartão de crédito, valores em espécie e uma arma de fogo. Os dois principais investigados, apontados como responsáveis pela lavagem de dinheiro do grupo criminoso, utilizavam empresas de fachada nos ramos de grãos e joias, registradas inclusive com documentos falsos, visando ocultar a origem ilícita dos recursos.

Eles foram conduzidos à delegacia, onde, além de terem os mandados cumpridos, foram autuados em flagrante por posse irregular de arma de fogo e serão indiciados no inquérito da Operação Integrate pelos crimes de lavagem de capitais e participação em organização criminosa.

Operação Integrate

O nome da operação foi escolhido por refletir o caráter integrado da atuação policial, que uniu esforços entre diferentes unidades especializadas, promovendo sinergia investigativa e otimização de recursos.

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da Operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Justiça derruba propaganda de Taques por associar Mauro Mendes a crime no caso Oi

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso determinou a suspensão imediata de uma propaganda eleitoral do advogado Pedro Taques que associava o candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) a criminosos e afirmava que ele teria “panhado” recursos relacionados ao chamado caso Oi.

A decisão foi tomada pelo juiz auxiliar da propaganda do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Flávio Fraga e Silva, que entendeu que a peça ultrapassou os limites da crítica política e atribuiu a Mauro uma prática criminosa sem que exista condenação judicial nesse sentido.

Na propaganda, Taques citava pessoas que afirmou ter prendido durante sua trajetória profissional e, em seguida, incluía Mauro na mesma narrativa ao dizer que ele também teria “panhado” recursos do caso Oi.

Ao analisar o conteúdo, o magistrado considerou que a construção da propaganda transformava uma investigação em fato consumado e apresentava o candidato como criminoso.

“Apresenta-se o ‘caso da Oi’ como item subsequente do mesmo rol, enquanto o desfecho da frase converte o que era investigação em fato consumado e quem era investigado em criminoso”, afirmou o juiz na decisão.

O magistrado também destacou que não é a primeira vez que acusações semelhantes envolvendo Mauro Mendes e o caso Oi chegam à Justiça Eleitoral. Segundo a decisão, o TRE-MT já havia considerado ilícitas outras imputações relacionadas a roubo e corrupção, além de determinar anteriormente a retirada de conteúdos com acusações semelhantes.

Para o juiz, Taques apenas alterou a forma de apresentar uma acusação que já havia sido barrada judicialmente.

“Ao afirmar que o requerente ‘panhou, sim’ os recursos do ‘caso da Oi’, evidencia-se a reprodução, com a mera substituição do verbo por seu equivalente coloquial, de imputação categórica cuja veiculação foi vedada mais de uma vez”, registra a decisão.

A tentativa de transformar a acusação em uma pergunta, “Ele panhou ou não panhou?”, também não foi suficiente para afastar o entendimento da Justiça. O magistrado considerou que a frase funcionava apenas como um reforço retórico da acusação.

Com a liminar, Pedro Taques fica proibido de reapresentar a propaganda, integral ou parcialmente, e também de divulgar novas peças que reproduzam a afirmação de que Mauro teria recebido recursos do caso Oi ou que o apresentem como autor de crime sem reconhecimento por decisão judicial condenatória.



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