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Polícia Civil prende seis alvos e apreende bens em nova fase da Operação Integrate

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Seis integrantes de um grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas e lavagem de capitais foram presos pela Polícia Civil de Mato Grosso, nesta sexta-feira (23.1), em continuidade aos trabalhos da Operação Integrate.

A operação foi deflagrada na última terça-feira (21.1), para cumprimento de ordens judiciais decretadas pela Justiça, com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

A continuidade dos trabalhos possibilitou a localização de investigados que estavam foragidos, com o cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão, bem como o sequestro de bens.

Dentre os presos, está um dos alvos que procurou o Fórum de Cuiabá em razão do bloqueio judicial de seus bens. A equipe policial identificou o mandado de prisão expedido em seu desfavor e efetuou a prisão no local. Posteriormente, foi constatada a existência de outro mandado de prisão em aberto, oriundo da 7ª Vara Criminal, relativo a processo distinto.

Na residência dos alvos, foram apreendidas máquinas de cartão de crédito, valores em espécie e uma arma de fogo. Os dois principais investigados, apontados como responsáveis pela lavagem de dinheiro do grupo criminoso, utilizavam empresas de fachada nos ramos de grãos e joias, registradas inclusive com documentos falsos, visando ocultar a origem ilícita dos recursos.

Eles foram conduzidos à delegacia, onde, além de terem os mandados cumpridos, foram autuados em flagrante por posse irregular de arma de fogo e serão indiciados no inquérito da Operação Integrate pelos crimes de lavagem de capitais e participação em organização criminosa.

Operação Integrate

O nome da operação foi escolhido por refletir o caráter integrado da atuação policial, que uniu esforços entre diferentes unidades especializadas, promovendo sinergia investigativa e otimização de recursos.

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da Operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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