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Polícia Civil prende homem por agredir companheira e sequestrar filho dela em Campo Verde

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um jovem, de 22 anos, por agredir sua companheira e manter o filho dela, de quatro anos, em cárcere privado, em Campo Verde. A prisão ocorreu nesta quarta-feira (22.3), após diligências realizadas pela equipe policial da delegacia do município.

Conforme o relato da vítima, também de 22 anos, o suspeito a levava ao trabalho em uma motocicleta, quando passou a agredi-la com socos e cotoveladas.

O agressor seguiu, em seguida, por uma estrada de terra, ocasião em que a vítima conseguiu pular da moto. Na sequência, o suspeito ainda desferiu um golpe na cabeça da vítima com o próprio capacete.

A jovem conseguiu se abrigar em uma residência na região e acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local e a encaminhou até a delegacia para as providências legais cabíveis, para a localização e prisão do suspeito.

Cárcere privado e ameaça

Ao chegar à delegacia, enquanto a vítima relatava os fatos, o suspeito encaminhou mensagens de visualização única, nas quais aparecia o filho da jovem, com as seguintes mensagens: “pensa bem no que você vai falar e fazer”, “se estiver fazendo queixa, retire e vá embora”, “pensa nas consequências depois disso”, “larga de rolo” e “você está onde?”.

Segundo o delegado Rodolpho Bandeira, responsável pela investigação, a conduta evidencia, em tese, os crimes de ameaça e coação, bem como possível subtração do menor sem o consentimento da genitora.

Conforme a investigação, o jovem teria retirado a criança, que estava sob os cuidados de uma babá, e a utilizou para causar temor à companheira, forçando-a a desistir dos procedimentos legais de proteção e da responsabilização do agressor, no contexto de violência doméstica.

Prisão

Diante da situação de flagrante ameaça, a equipe policial da Delegacia de Campo Verde iniciou as investigações com o intuito de localizar o suspeito, que foi encontrado conduzindo a motocicleta da vítima e segurando a criança pelo pescoço, colocando em risco a integridade física da criança.

Durante a abordagem, o suspeito desrespeitou a ordem de parada, recusando-se a se submeter aos procedimentos policiais, sendo necessária sua imobilização. A todo momento, ele mantinha a criança sob sua posse de forma forçada.

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão em flagrante delito pelos crimes, em tese, de sequestro, cárcere privado, ameaça e lesão corporal no contexto de violência doméstica. Em seguida, o jovem foi conduzido à delegacia para a adoção das providências legais cabíveis, e a criança foi entregue à genitora.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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