Polícia
Polícia Civil MT se prepara para as próximas etapas do leilão de veículos sucatas
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Acontece nos próximos dias 10 e 18 de março, a segunda e terceira etapas do leilão de veículos sucateados da Polícia Civil de Mato Grosso.
O ato inédito tem como objetivo transformar sucatas em recurso substancial de valor econômico para reforçar as ações da instituição.
Na primeira hasta do leilão realizado no final de fevereiro, foram arrematados mais de 88% dos lotes de veículos sucatas, aproveitáveis com motores Inservíveis.
A venda pública acontece na modalidade online, pelo site www.faleiloes.com.br, sendo exclusivo para empresas do ramo (pessoas jurídicas, conforme edital).
O leilão
A primeira hasta registrou alta competitividade entre os participantes, e foi arrecadado o valor de R$ 648 mil.
Do total de 282 lotes ofertados, 250 lotes foram vendidos, restando 32 lotes que serão leiloados nesta segunda e terceira fases.
O valor arrecadado no leilão será revertido para investimento na segurança pública, sendo depositado em juízo para posterior destinação e utilização em ações de prevenção e repressão à criminalidade no Estado de Mato Grosso.
Outro impacto importante dessa iniciativa foi a redução do dano ambiental. O descarte sustentável propiciou uma limpeza na área do setor de transporte da Polícia Civil, com ambiente saudável, evitando a contaminação do solo e água.
Processo do leilão
A venda pública das sucatas foi realizada por uma empresa leiloeira, seguindo o modelo já adotado pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), por meio da Comissão Permanente de Avaliação e Alienação de Bens.
O edital (nº 001/2026) foi publicado no dia 5 de fevereiro. O aviso de licitação foi divulgado no Jornal Estadão de Mato Grosso, na página 7 de Classificados, com circulação no dia 5 de fevereiro de 2026
Os veículos sucateados foram apreendidos há mais de décadas e não possuíam mais condições de circulação ou utilização, sendo colocados à venda pública para o reaproveitamento de peças ou de material metálico.
A realização do leilão foi possível em razão da parceria entre a Polícia Civil, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, com base na Resolução Conjunta n. 01/2025, bem como com a Secretaria de Estado de Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira
O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.
A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.
Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.
E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.
Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.
Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência
Foto: Helder Faria
Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.
Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.
Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.
Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.
Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia
Fonte: ALMT – MT
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