Polícia
Polícia Civil deflagra operação para reprimir o tráfico de drogas na fronteira do Brasil com a Bolívia
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8.1), a Operação “Bona Furtiva”, para cumprir quatro ordens judiciais, em Pontes e Lacerda, em repressão ao tráfico de drogas na região de fronteira. Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias.
A investigação, realizada pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), teve início após a prisão de um homem, de 39 anos, no dia 1º de novembro de 2025, em Nova Marilândia, pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), que transportou 220 kg de maconha em seu veículo F4000.
Durante o trajeto, parte da carga de drogas foi subtraída por terceiros e encontrada pelos policiais em uma Toyota Hilux abandonada.
Em continuidade à apreensão, as investigações identificaram o dono da droga e contratante do frete, que reside em Pontes e Lacerda. De acordo com o motorista preso na ação do dia 1º de novembro, a droga teria como destino uma cidade na divisa do estado do Pará.
Diante disso, a delegada Bruna Laet representou pelas quatro ordens judiciais, um mandado de prisão e três de busca e apreensão, que foram deferidas pela Justiça e cumpridas nesta quinta-feira (8).
O alvo principal da operação, de 43 anos, responsável por fornecedor a droga e contratar o transporte, foi localizado durante a manhã. Ele já possuía outras passagens por tráfico de drogas.
A operação contou com apoio de equipes da Delegacia Regional e da Delegacia de Pontes e Lacerda.
O nome da operação, Bona Furtiva, faz referência à subtração de parte do carregamento da droga durante o trajeto percorrido pelo motorista e posteriormente localizado pelo Gefron.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira
O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.
A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.
Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.
E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.
Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.
Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência
Foto: Helder Faria
Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.
Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.
Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.
Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.
Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia
Fonte: ALMT – MT
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