Operação Eclipse

Polícia Civil deflagra Operação Eclipse e cumpre 13 mandatos contra facção criminosa em MT

A ação mira o tráfico de drogas e a desarticulação de organizações criminosas na região. Mais de 50 policiais civis participaram do cumprimento das ordens judiciais.

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Polícia

Foto: PJC/MT

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (08.01), a Operação Eclipse, cumprindo 13 ordens judiciais externas ao combate ao tráfico de drogas e à atuação de facções criminosas em Água Boa e região. Durante a operação, foram executados mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar em aspectos específicos estratégicos, que foram identificados ao longo de meses de investigações realizadas pela equipe da Delegacia de Água Boa, com o apoio de policiais civis da Regional da Barra do Garças.

Ao longo das apurações, uma equipe policial realizou um minucioso levantamento das estruturas de tráfico, identificando os principais envolvidos e os métodos de operação empregados pelas organizações criminosas. Por meio de campanhas, monitoramentos e ações, foi possível coletar informações essenciais que subsidiaram os pedidos de pedidos judiciais.

Coordenada pelo delegado titular de Água Boa, Matheus Soares Augusto, e pelo delegado adjunto Danilo Rodrigues Barbosa, a operação contou com mais de 50 policiais civis. Segundo o delegado Matheus Soares Augusto, a ação marca o início do calendário de intervenções para 2025:
“A deflagração da operação reafirma o compromisso da Polícia Civil com a repressão ao tráfico de drogas e o enfraquecimento das facções criminosas que atuam em Água Boa e região” , afirmou o delegado.

O delegado Danilo Rodrigues Barbosa ressaltou a importância de ações conjuntas para o enfrentamento ao crime organizado:
“O avanço das facções criminosas só pode ser freado com operações contundentes como esta, que atingem não só os executores, mas também a logística do tráfico de drogas” , disse o delegado.

Eclipse
O nome da operação simboliza o objetivo de encobrir e neutralizar a atuação criminosa, impedindo que o tráfico de drogas continue a causar prejuízos à segurança e à saúde pública na região.

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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