Polícia
Polícia Civil de MT recebe R$ 42,4 milhões para modernizar e inaugurar delegacias em 2024
O investimento abrangeu a construção de novas unidades, reformas e ampliação de salas especializadas para atendimento à população e vítimas de violência.
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A Polícia Civil de Mato Grosso recebeu R$ 42,4 milhões em 2024 para a estruturação de delegacias, com foco na melhoria da infraestrutura e no enfrentamento à criminalidade. O investimento resultou na construção de novas delegacias, instalação de salas especializadas, reformas e modernização de unidades já existentes, além de novas locações para aprimorar o ambiente de trabalho dos policiais e o atendimento à população.
Os recursos para essas melhorias vieram do Governo do Estado, Prefeituras Municipais, Ministério Público Estadual e Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg’s). Um dos destaques foi a instalação de nove salas de atendimento especializado para vítimas de violência doméstica e grupos vulneráveis em várias delegacias do interior, como Campo Novo do Parecis, Cocalinho, Juína, Matupá e Sorriso.
Além disso, a Polícia Civil inaugurou novas delegacias nas cidades de Matupá e Campo Novo dos Parecis e possui oito projetos em andamento, como as delegacias de Rosário Oeste, Nobres e a sede própria da Diretoria Geral. Também foram realizadas reformas e ampliações em diversas delegacias, incluindo as de Roubos e Furtos de Veículos Automotores, do Adolescente e a Delegacia Regional de Barra do Garças.
Outras ações de revitalização ocorreram em 12 delegacias do interior e unidades especializadas em Cuiabá, como a Decon e a nova sede que reúne a DHPP, Central de Ocorrências e outras delegacias da capital. Uma grande novidade de 2024 foi a criação da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis.
Para a delegada Ana Paula de Faria Campos, diretora de Execução Estratégica da Polícia Civil, a melhoria na infraestrutura é essencial para valorizar os servidores e aprimorar o atendimento à sociedade. “Esses investimentos são fundamentais para valorização dos servidores, bem como fortalecer o enfrentamento à criminalidade em todo o estado”, afirmou a diretora.
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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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