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Polícia Civil de MT captura em São Paulo condenado a mais de 12 anos por estupro qualificado

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um homem de 48 anos condenado a 12 anos e seis meses de prisão por estupro qualificado. A captura foi resultado de diligências e ações de inteligência que permitiram localizar o condenado.

A captura foi realizada nesta quarta-feira (17.6), após troca de informações entre as Delegacias de Peixoto de Azevedo (MT) e Queiroz (SP).

O crime ocorreu em Peixoto de Azevedo, no ano de 2001. Desde então, o condenado encontrava-se foragido da Justiça.

“Essa prisão demonstra a capacidade investigativa e a perseverança da Polícia Civil de Mato Grosso em dar um desfecho a crimes graves, mesmo após décadas dos fatos”, destacou o delegado Thiago Pinheiro Barros, responsável pela investigação que resultou na localização e prisão do foragido.

Após a prisão, o condenado foi colocado à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento da pena.

Investigação

O preso era procurado por participação em um estupro praticado por mais de um agente, ocorrido há 22 anos, que resultou em lesões graves à vítima.

O paradeiro do condenado era desconhecido há anos. No entanto, por meio de levantamentos investigativos, cruzamento de informações, análise de dados e monitoramento, a equipe da Delegacia de Peixoto de Azevedo conseguiu identificar sua localização no interior do Estado de São Paulo.

As diligências apontaram que o foragido residia no município de Clementina (SP) e trabalhava na zona rural de Queiroz (SP).

Após a confirmação do paradeiro do condenado, a Delegacia de Peixoto de Azevedo realizou intercâmbio de informações com a Polícia Civil paulista. Com base nos elementos compartilhados, equipes da Delegacia de Queiroz efetuaram a prisão do alvo.

O crime

O estupro foi praticado durante a madrugada de 14 de maio de 2001, em uma localidade conhecida como “Vaquejada”, no município de Peixoto de Azevedo.

Conforme apurado, três homens utilizaram violência e grave ameaça para constranger a vítima, que à época tinha menos de 16 anos, a manter conjunção carnal com os autores.

Com a prisão do foragido, todos os condenados pelo crime encontram-se em cumprimento de pena.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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