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Polícia Civil cumpre oito mandados de busca e quatro pessoas acabam presas em Querência

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A Polícia Civil cumpriu oito mandados de busca e apreensão, durante a Operação Panorama, deflagrada em Querência, nesta quinta-feira (9.4). O cumprimento das ordens judiciais resultaram na prisão de cinco pessoas por tráfico ilícito de drogas e com mandado de prisão em aberto.

As diligências foram desenvolvidas em diversos pontos da cidade. No decorrer da operação, em uma quitinete situada na Avenida Norte, foram presos em flagrante dois indivíduos pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico (arts. 33 e 35 da Lei nº 11.343/2006). No local, foram apreendidas substâncias análogas à maconha e à cocaína, além de aparelhos eletrônicos e outros objetos possivelmente utilizados na atividade criminosa.

Em outra diligência, em uma residência localizada na Rua Maranhão, Setor F, foi efetuada a prisão de um indivíduo, que mantinha em depósito substâncias entorpecentes, balanças de precisão, quantia em dinheiro em espécie e grande quantidade de cigarros sem documentação fiscal, evidenciando, em tese, a prática de crimes relacionados tanto ao tráfico de drogas quanto à comercialização irregular de mercadorias.

Na mesma Rua Maranhão, Setor F, foi localizado e capturado outro indivíduo, que estava foragido da Justiça, com mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de furto qualificado, ocorrido há algumas semanas na cidade.

Ainda durante a operação, em uma residência situada no bairro Morada do Sol, foi preso mais um indivíduo. No local foram apreendidos 51 cigarros eletrônicos, além de máquinas de cartão e dispositivos eletrônico.

Ao final, todo material apreendido será submetido à análise pericial para aprofundamento das investigações.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros eventuais envolvidos e a responsabilização penal dos autores.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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