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Polícia Civil cumpre mandados contra faccionados envolvidos em duplo homicídio na Capital

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Quatro integrantes de facção criminosa, que tiveram o envolvimento identificado em um duplo homicídio ocorrido no ano de 2017 em Cuiabá, são alvos da Operação Pone me Somnum, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (19.2), em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Na operação, são cumpridas cinco ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) da Capital. A operação integra os trabalhos do programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo de Mato Grosso, para combate à atuação de facções criminosas em todo o Estado.

Entre os alvos dos mandados, estão os dois executores do duplo homicídio, uma pessoa que deu apoio à ação criminosa e outro o responsável por autorizar a morte das vítimas. As ordens judiciais são cumpridas no bairro Tijucal em Cuiabá e na Penitenciária Central do Estado (PCE).

As investigações da DHPP apuraram o homicídio das vítimas Radnamir da Rocha Dutra e de Thiago Felipe Rodrigues Conceição, ocorrido no dia 25 de junho de 2017, no bairro São Francisco, em Cuiabá. Na ocasião, as vítimas estavam conversando em frente a uma residência, quando um carro escuro se aproximou e os ocupantes efetuaram os disparos.

A vítima Radnamir foi atingida por 11 disparos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Já Thiago foi atingido por três tiros, sendo na cabeça, tórax e abdômen. Ele chegou a ser socorrido, mas também não resistiu e morreu na unidade de saúde.

Após a identificação dos envolvidos, o delegado da DHPP, Edison Pick, representou pelos mandados de prisão dos investigados, que foram deferidos pela Justiça. As investigações seguem em andamento para definição da motivação do crime.

Pone me Somnun

O nome da operação vem do latim e significa “coloque para dormir” foi a frase utilizada por um dos alvos durante a investigação.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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