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Polícia Civil cumpre 18 mandados em Campo Verde contra grupo especializado em estelionato virtual

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A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil de Goiás, deflagrou nesta terça-feira (24.3) a Operação Bomba de Sonhos, cumprindo 18 mandados contra suspeitos de integrar um grupo especializado em estelionato virtual.

Ao todo foram cumpridos no município de Campo Verde (131 km ao sul de Cuiabá), nove ordens de prisão preventiva e nove de busca e apreensão domiciliar.

Conforme o delegado da Delegacia de Campo Verde, Gabriel Conrado, as investigações são conduzidas pela Polícia Civil de Goiás apurar os golpes eletrônicos cometidos pelos suspeitos na modalidade conhecida como “falso intermediário”.

Segundo o delegado Gylson Ferreira, da Polícia Civil de Goiás, o grupo criminoso operava remotamente a partir de Campo Verde, mas tinha como alvo principal vítimas em Goiás.

Os suspeitos utilizavam o golpe do falso intermediário, se passando por mediadores em negociações comerciais, induzindo as vítimas a realizarem pagamentos que acabavam sendo desviados para contas controladas pelos criminosos.

“As investigações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas, com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o alcance das medidas judiciais”, destacou o delegado Gylson Ferreira.


Efetivo

Ao todo, 45 policiais civis participaram dos cumprimentos das ordens judiciais, envolvendo equipes das Delegacias de Campo Verde, Poxoréu e Paranatinga, além da Delegacia Municipal, Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos, Delegacia Regional, Delegacia da Mulher e Núcleo de Inteligência de Primavera do Leste.

Nome de Operação

Bomba de Sonhos faz referência ao nome de uma empresa fantasma vinculada a um dos investigados, que teria sido criada especificamente para movimentar e ocultar os valores obtidos por meio das fraudes.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT

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Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.

“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.

O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.

A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.

Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.

“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.

O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.

“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.

Fonte: ALMT – MT



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