OPERAÇÃO RESCALDO

PM desmobiliza acampamentos em quartéis de Sinop, Cáceres, Alta Floresta e Rondonópolis

Ação coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública atende determinação do Supremo Tribunal Federal

Publicado em

Polícia

Foto por Divulgação PMMT

Acampamentos de manifestantes montados na porta de quartéis no interior de Mato Grosso foram desmobilizados pela Polícia Militar, na manhã desta terça-feira (10.01), no âmbito da Operação Rescaldo, coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

A exemplo do que ocorreu em Cuiabá, a Polícia Militar esteve no local para a retirada de materiais que eram usados pelos grupos, como tendas e banheiros químicos, em cumprimento à determinação do Supremo Tribunal Federal.

Em Rondonópolis, um grupo de manifestantes se concentrava em frente ao 18º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), sediado na BR-364. Em Cáceres, os manifestantes ocupavam a frente do Comando de Fronteira. Já em Alta Floresta e Sinop, os grupos ocupavam a frente das seções de Tiro de Guerra.

Na Capital, manifestantes também desocuparam a frente da Brigada de Infantaria Motorizada, localizada na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), na manhã desta terça-feira.

Equipes das forças de segurança seguem monitorando os locais.

Frente do Comando de Fronteira, em Cáceres, é desocupada. Foto por Divulgação PMMT

Grupo deixa frente da seção de Tiro de Guerra Foto por Divulgação PMMT

Manifestantes liberam Avenida do CPA em Cuiabá, em frente à 13a. Brigada de Infantaria Motorizada do Exército – Foto por Divulgação PMMT

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT

Publicados

em


Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.

“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.

O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.

A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.

Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.

“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.

O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.

“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.

Fonte: ALMT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA