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Operação integrada das forças de Segurança Pública esclarece latrocínio e prende 8 envolvidos

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Da Redação

 

Em trabalho integrado ininterrupto, as forças de Segurança Pública de Mato Grosso identificaram e prenderam oito envolvidos no caso de latrocínio cometido em um lava jato na Capital.

As buscas aos criminosos foram desenvolvidas pela Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), Delegacias Especializadas de Roubos e Furtos de Cuiabá e de Várzea Grande (Derf ‘s), Gerência de Operações Especiais (GOE), pela Polícia Militar (especialmente Agência Regional de Inteligência -ARI – do 4º Batalhão de VG), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Guarda Municipal de Várzea Grande . A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou trabalho pericial no local de crime, no veículo apreendido e de necrópsia na vítima. Os trabalhos investigativos do inquérito policial estão com a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva). 

O crime

O roubo com resultado morte (latrocínio) ocorreu na manhã de terça-feira (15), por volta das 07h, no estabelecimento localizado no bairro Consil. Na ocasião, um funcionário do local foi rendido por três criminosos que agiam com truculência e grave ameaça e portando arma de fogo (calibre 38). Os bandidos chegaram a apontar a arma na boca do funcionário, que foi amarrado.

Durante a execução do roubo, Adriano Figueiredo de Oliveira, 37, morador das proximidades do lava jato, viu a cena do roubo e o funcionário amarrado. Pretendendo ajudar passou a gritar com os ladrões. Ele acabou alvejado por disparo de arma de fogo e evoluiu para óbito, após ser socorrido e encaminhado ao Pronto Socorro Municipal de Cuiabá.

Diversas diligências foram empreendidas pelas equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Ciopaer, objetivando a captura dos autores do crime.

O veículo roubado no lava jato, um automóvel VW/Gol, cor branca, foi encontrado abandonado, em uma via pública no bairro Alvorada.

Comparsas

Um dos suspeitos, Pablo Augusto Almeida Nascimento, foi preso nas diligências policiais. Ele é a pessoas que aparece nas imagens de videomonitoramento do lava jato usando um chapéu. Entrevistado pelos policiais, ele admitiu sua participação no latrocínio e indicou os comparsas. 

O criminoso chegou a foragir de dentro da viatura após a prisão, mas foi capturado novamente, em uma residência no bairro São Benedito, em Várzea Grande. Duas pessoas que ajudaram o suspeito a se esconder do cerco policial – Tatiane Cristina Leite da Silva iIeno e Vanderley Ireno da Silva Junior, também foram presas no momento da recaptura ao foragido. 

Outro casal também foi preso por dar “abrigo” aos fugitivos do latrocínio. João Alves da Rosa e Barbara Mayara Queiroz escondiam em um quitinete no bairro Jardim Florianópolis os coautores do crime, José Igor Rodrigues dos Santos, conhecido como “Cabeça”, e Elian Silva Bispo dos Santos, apelidado de “Neguinho”.

Nessa quitinete foi apreendido, junto com os dois coautores do latrocínio, um revólver calibre .38, oxidado (preto), com numeração suprimida (raspada) e carregado com uma munição íntegra. Também foram apreendidas porções de maconha.

O “motorista” dos latrocidas foi identificado como Juliano Rondon do Vale Silva, que trabalha com serviço de aplicativo de transporte (Uber). O suspeito encontrava-se com tornozeleira eletrônica desativada no momento da prisão.

Confissão

De acordo com o delegado Marcelo Martins Torhacs, da Derrfva, os três coautores afirmaram que pretendiam subtrair vultosa quantia em dinheiro do lava jato. Mas que teria ocorrido um “desacerto na ação” e que a morte da vítima não foi planejada.

As investigações apontam que o trio de autores do latrocínio possui vínculo de proximidade com integrantes de uma facção criminosa que age dentro e fora de presídios.

Flagrantes

Os suspeitos Pablo, José Igor, e Elian (que entraram no lava jato) foram autuados em flagrante pelos crimes de roubo qualificado pelo resultado morte (latrocínio), organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida.  Juliano (Uber) foi autuado pelo latrocínio, em concurso de pessoas, e por organização criminosa. Joao Alves e Bárbara vão responder por organização criminosa, favorecimento pessoal e tráfico de drogas. Os suspeitos Tatiane e Vanderley foram autuados em flagrante por organização criminosa e favorecimento pessoal.

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Mauro admite ajudar Flávio Bolsonaro em eventual 2º turno: “muito provavelmente, vou ajudar”

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O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) admitiu que poderá participar da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) caso a eleição presidencial avance para um segundo turno. A declaração foi dada na quarta-feira (30), após sabatina promovida pela Aprosoja-MT.

Mauro confirmou que recebeu uma ligação do senador Rogério Marinho (PL-RN), integrante da coordenação da campanha de Flávio. Segundo o candidato ao Senado, o contato tratou da possibilidade de reforçar a atuação da equipe em Brasília durante uma eventual segunda etapa da disputa.

Apesar de ter sido procurado, Mauro afirmou que ainda não respondeu ao pedido e que pretende aguardar o resultado do primeiro turno, marcado para domingo (4), antes de definir sua participação.

“Eu ouvi, não disse nem sim nem não, mas é algo que vamos esperar terminar o primeiro turno, para que, se um convite for feito para ajudar, muito provavelmente eu vá ajudar”, declarou.

O contato com Rogério Marinho já havia sido mencionado anteriormente por Cidinho Santos (PP), candidato a primeiro suplente na chapa de Mauro. Na ocasião, Cidinho afirmou que estava ao lado do ex-governador quando recebeu a ligação e que Marinho teria pedido uma participação mais efetiva de Mauro em Brasília caso a eleição presidencial chegasse ao segundo turno.

Possível participação em eventual governo

Durante a entrevista, Mauro também foi questionado sobre especulações de que poderia ocupar um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O candidato negou que tenha tratado do assunto com Rogério Marinho e afirmou que não existe, até o momento, qualquer convite ou negociação formal.

“É uma brincadeira, é uma suposição. Entre isso se tornar uma realidade como convite, existe um hiato muito grande, uma distância muito grande”, afirmou.

Mauro disse ainda que, neste momento, sua atenção está concentrada na eleição de domingo, quando Mato Grosso escolherá dois representantes para o Senado.

A eventual participação na campanha presidencial ocorreria após o primeiro turno e dependeria de um novo convite da coordenação da candidatura de Flávio. Até o momento, Mauro confirmou apenas o contato inicial e afirmou que não deu uma resposta definitiva.



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