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Menor que matou amiga em Cuiabá continua internada, decide Justiça

Decisão judicial foi assinada pelo juiz Túlio Duailibi Alves de Souza, da 2ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá

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Polícia

Foto: Instagram/Reprodução

Um dos crimes mais chocantes de Mato Grosso teve ontem novo desdobramento, com a decisão judicial de dar continuidade à internação da adolescente B.O.C, de 15 anos, acusada de assassinar friamente sua melhor amiga. Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos (foto), foi morta em julho de 2020 com um tiro no rosto, disparo feito pela adolescente no Condomínio Alphaville I, em Cuiabá.

A decisão de manter a internação é do juiz Túlio Duailibi Alves de Souza, da 2ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá.

Apesar de essa decisão ter sido confirmada, a divulgação da íntegra do despacho judicial, análise feita pelo juiz, continua sob sigilo, em decorrência de a autora do disparo que assassinou sua melhor amiga ser menor de idade.

Desde 19 de janeiro último a adolescente permanece internada, quando foi condenada a cumprir três anos pelo ato infracional análogo a homicídio. O tempo é considerado pena máxima prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que também prevê a possibilidade de reavaliação da internação semestralmente.

Entenda o caso…

O assassinato da menina de 14 anos pela sua melhor amiga causou repercussão nacional, mobilizando toda a imprensa do país. Isabele foi morta quando foi visitar a amiga no dia 12 de julho, a fim de passar o dia por lá. Já saiu do condomínio sem vida.

Conforme a perícia constatou, laudo anexado ao processo, a adolescente B.O.C. efetuou o disparo contra a amiga a menos de 50 cm de distância, acertando-a certeiramente no rosto. A arma foi levada até o condomínio pelo namorado de B.O.C, também adolescente de 16 anos e igualmente condenado nesse processo [serviços comunitários].

Segundo interpretação do Ministério Público de MT, a forma como tudo aconteceu evidencia clara intenção de matar. O promotor Jaime Romaquellli é o responsável pelo caso.

Já o pai de B.O.C. firmou acordo com o Ministério Público e pagou R$ 40 mil para não ser processado por “omissão de cautela”, conforme prevê a lei. Esse acordo, segundo os advogados, só foi possível de ser concretizado tendo em vista o tempo de condenação pelo crime cometido pela adolescente, inferior a três anos de prisão.

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Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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