Polícia
Lei Seca prende mais 15 pessoas neste fim de semana
Ao todo, foram realizados 90 testes de alcoolemia. A operação resultou ainda na autuação de 42 veículos e remoção de 40, sendo 27 carros e 13 motocicletas.
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Em mais uma operação Lei Seca realizada neste fim de semana na capital, 15 pessoas foram presas por dirigirem veículo automotor sob efeito de álcool. Desta vez, a ação ocorreu no bairro São Matheus, na madrugada deste domingo (12.09). Esta foi a 43ª edição da Lei Seca que, além de flagrar os motoristas descumprirem o Art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), resultou em 71 Autos de Infração de Trânsito (AITs).
Deste total, 28 foram por condução de veículo sob efeito de álcool; sete por recusa a realizar o teste de alcoolemia; 14 por condução de veículo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH); 11 por condução de veículo sem registro ou não licenciado; e 11 por outros motivos.
Ao todo, foram realizados 90 testes de alcoolemia. A operação resultou ainda na autuação de 42 veículos e remoção de 40, sendo 27 carros e 13 motocicletas. Entre os documentos recolhidos, constaram 21 CNHs e um Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV).
Seis Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) foram lavrados, em função do descumprimento do Art. 32 da Lei de Contravenções Penais (LCP), ou seja, motoristas não habilitados que não ofereciam risco no momento da notificação.
Sob coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), a Lei Seca contou com a participação da Polícia Militar (PM-MT), por meio do Batalhão de Trânsito (BPMTRAN); Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), por meio da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran); Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT); Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob) e Serviço de Operações Especiais (SOE) do Sistema Penitenciário.
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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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