SEM ALISAR BANDIDOS
Grupo incendiário de lojas em MT é desmantelado e preso
Forças policiais se uniram para combater faccionados. Titular da SESP/MT, o coronel PM César Roveri afirmou que as equipes policiais agiram de forma rápida e eficiente.
Polícia
“Tolerância Zero” é a frase que tem causado calafrios em grupos faccionados e outros bandidos que tentam agir livremente em Mato Grosso: volta e meia, os fora da lei se defrontam com a enérgica força policial vigente no Estado, registrando baixas letais e prejuízos milionários nos confrontos com os agentes [casos de apreensão de bens, dinheiro em espécie e veículos].
Nessa terça (28) e quarta (29), por exemplo, mais três faccionados terminaram sendo engaiolados pela polícia, acusados de terem incendiado lojas em Paranatinga, a 373 km da capital. Dos 7 integrantes do grupo criminoso, dois já haviam sido capturados anteriormente [24/25 anos], apontados como mandantes.
O incêndio em série aconteceu logo após o comerciante ter recusado pagar a “taxa de segurança” exigida pelos faccionados. A ordem de incendiar as lojas partiu de detentos da Cadeia Pública local; clara resposta criminosa à negativa do comerciante em pagar a facção.
O primeiro suspeito, M.M.S., 19 anos, caiu nas garras da Polícia Civil quando estava com sua namorada, adolescente de 16 anos, em uma residência. Na ocasião, foi apreendida uma motocicleta e quantidade razoável de drogas, além de aparelhos diversos utilizados no comércio do tráfico.
O segundo meliante, de 22 anos, foi preso no bairro Teles Pires, e não resistiu à voz de prisão. Inclusive, confessou que recebera ordens para incendiar três lojas na cidade.
Já D.M.S.P., outro envolvido nos incêndios, resistiu à prisão, e quebrou o celular durante a abordagem policial, certamente para tentar eliminar provas, disseram os policiais. Foi informado por ele o endereço do imóvel onde mantinham as roupas utilizadas pelos comparsas.
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De imediato aos ataques, a Secretaria de Estado de Segurança Pública dobrou o policiamento na cidade de Paranatinga. Na sequência, batalhões da PMMT (Rotam, Bope, Força Tática, Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e de Operações Especiais (GOE) também foram acionados.
Por medida de segurança, os detidos foram transferidos para outras unidades prisionais. Os policiais continuam as investigações em toda a região para levantar mais envolvidos, informa a SESP/MT.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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