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Gefron registra apreensão de 19 toneladas de drogas na fronteira em 2024

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Polícia

Foto: Gefron/MT

Em 2024, as operações de combate ao tráfico de drogas realizadas pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), resultaram na apreensão histórica de 19 toneladas de entorpecentes. Esse volume representa um aumento de 36% em relação ao ano anterior, quando foram apreendidas 13,8 toneladas.

As ações causaram um prejuízo de R$ 440 milhões aos traficantes, um aumento de 27% em relação a 2023. Além disso, foram localizadas 10 aeronaves e 275 veículos envolvidos no transporte de drogas. Nas operações terrestres, 375 pessoas foram presas, sendo 47 foragidas da Justiça, além de 10 armas e mais de mil munições apreendidas.

O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, ressaltou os investimentos do governo na segurança pública e o compromisso da gestão no combate ao crime organizado.

“Desde 2019 o Governo vem investindo e fortalecendo a prevenção e repressão ao tráfico e outros crimes fronteiriços. O Estado adquiriu viaturas e um armamento moderno e adequado ao enfrentamento da criminalidade. Também instalamos câmeras do programa Vigia Mais MT nos municípios da região de fronteira e trabalhamos de forma integrada com outras forças”, ressaltou o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri.

“Temos na fronteira, e em todas as regiões de Mato Grosso, policiais capacitados e empenhados na defesa dos cidadãos de bem. Então, o resultado que vem sendo apresentado ao longo desses anos é resultado de investimentos públicos e muito trabalho”, completou Roveri.

Segundo o coordenador do Gefron, tenente-coronel PM Manoel Bugalho Neto, 2024 registrou o maior número de apreensões de drogas desde a criação do agrupamento em 2002, quando as operações começaram em Cáceres.

“Alguns fatores influenciam neste bom resultado como os investimentos do Estado em tecnologia e inteligência; integração das forças de segurança e de defesa, além da participação da comunidade e a intensa dedicação dos nossos operadores”, elencou.

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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