Polícia
Gefron recupera veículos roubados e apreende madeira ilegal na faixa de fronteira
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O Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) recuperou neste fim de semana (03 e 04 de julho) duas caminhonetes Toyota Hilux, uma motocicleta Honda XRE 300, além de apreender cerca de 25 toras de madeira ilegal. As três diferentes ocorrências foram registradas no município de Pontes e Lacerda (483 km da Capital).
No último sábado (03.07), durante o patrulhamento de rotina dos operadores de fronteira, um caminhão M.Benz/Axor foi parado e, durante a busca veicular, o motorista informou aos policiais não possuir a nota fiscal das 25 toras de madeira que carregava.
A equipe então acionou o Batalhão Ambiental, que confeccionou o Termo de Depósito, o Termo de Apreensão e multa. Diante dos fatos, o material foi encaminhado para a delegacia do município. O prejuízo ao crime é de aproximadamente R$ 360 mil.
Já no domingo (04.07), a equipe policial realizava patrulhamento na MT-473, quando fez uma abordagem em uma caminhonete Toyota Hilux de cor prata, que seguia sentido a Bolívia. Quando o condutor percebeu a presença policial, fugiu entrando em uma região de mata, às margens da via. Buscas foram feitas, mas a equipe não teve êxito na localização do suspeito.
Após checagem via Centro de Operações do Gefron, os policiais constataram tratar-se de um veículo roubado e em contato com o proprietário, ele relatou que sua família foi vítima de roubo e sequestro, sendo roubado além da caminhonete, vários outros objetos, conforme Boletim de Ocorrência registrado pela vítima.
Diante dos fatos, o veículo e alguns objetos recuperados foram encaminhados para o CISC de Pontes e Lacerda, para as providências que o caso requer.
Também na MT-473, a equipe policial abordou uma outra Toyota Hilux de cor prata, sendo conduzida sentido via Bolívia. Na carroceria do veículo foi encontrada uma motocicleta Honda XRE 300 desmontada.
Ao ser questionado sobre a procedência do veículo, o condutor relatou que pegou a caminhonete na cidade de Pontes e Lacerda e que receberia R$ 2 mil para deixá-la no país vizinho. Diante dos fatos, os veículos e o suspeito foram encaminhados para o CISC de Pontes e Lacerda/MT, para as providências que o caso requer.
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Créditos: Gefron
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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