ESTRUTURA REFORÇADA

Gaeco investe em qualificação e tecnologia para conter a criminalidade

Para o enfrentamento a organizações criminosas cada vez mais sofisticadas e aparelhadas, explica, é necessário investimento.

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Nos últimos 18 meses, o Gaeco, força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, realizou 37 operações de combate a crimes de diversas naturezas, atuando isoladamente ou em parceria com forças policiais de outros estados. Como resultado dessas operações, que visaram um total de 392 alvos, foram cumpridos 315 mandados de busca e apreensão,146 mandados de prisão, dentre outras medidas.

Esse desempenho, destaca o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Adriano Roberto Alves, resulta de parcerias firmadas com outras instituições policiais e da Justiça, do aumento do efetivo de promotores, delegados e investigadores e dos investimentos em qualificação e aquisição de modernas tecnologias de investigação e produção de provas, como softwares de última geração e Inteligência Artificial (IA).

“Investimos na qualificação e no aumento de profissionais que atuam no Gaeco principalmente na análise das extrações realizadas de aparelhos eletrônicos, como celulares, notebook, dados em nuvem, utilizados na prática de crimes. De forma que tínhamos cerca de 11 profissionais que faziam essas análises e hoje temos cerca de 24. Isto é importante porque as investigações atualmente são pautadas basicamente nessas análises, tendo em vista que as comunicações hoje se baseiam na internet através desses aparelhos”, revela o promotor Adriano.

Para o enfrentamento a organizações criminosas cada vez mais sofisticadas e aparelhadas, explica, é necessário investimento. “São investidos milhões de reais para nos mantermos na vanguarda tecnológica, inclusive com o desenvolvimento de tecnologias próprias e aperfeiçoamento das que são adquiridas”.

Segundo o coordenador, as quatro unidades do Gaeco no interior do estado, de Cáceres, Sinop, Rondonópolis e Barra do Garças, contam com 10 Promotores de Justiça, e passarão a contar com quatorze. Junto a eles trabalham policiais militares, policiais civis, investigadores, escrivães, delegados de Polícia e analistas jurídicos. Esse quadro de pessoal deve receber um incremento substancial no primeiro semestre deste ano (2025). As unidades contam com uma estrutura de equipamentos tecnológicos de última geração para extração de dados e análise.

Há preocupação também com a permanente qualificação dos profissionais. “Os treinamentos são constantes. Podemos dizer que todos os meses temos profissionais em treinamento, seja aqui em Cuiabá, ou nossos profissionais são enviados para receberem treinamentos por técnicos de todo o Brasil e mesmo internacionais”, destaca o promotor Adriano Roberto Alves.

Por TINHO COSTA MARQUES

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Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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