Polícia

DRE bate recorde em apreensões e prisões de traficantes e fornecedores de drogas

Publicado em

Polícia

Da Redação

Com apreensão de aproximadamente 5 toneladas de drogas, 173 prisões de traficantes e desarticulação de associações criminosas que movimentavam somas vultuosas no comércio de drogas, a Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) encerra 2018 com recordes nas ações desenvolvidas.

A unidade Especializada da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, coordenada pelo delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, em 2018, adotou duas frentes investigativas para repressão tráfico de entorpecentes nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, sem deixar de dar atenção aos carregamentos de drogas vindos das fronteiras com a Bolívia e o Paraguai: o combate ao tráfico doméstico e o fornecimento de drogas.

O tráfico doméstico, apelidado de “formiguinha”, realizado em vias públicas ou residências com vendas de entorpecentes no estilo “varejo”, foi um dos maiores focos da unidade, que dedicou centenas de trabalhos para o fechamento de bocas de fumo, que tanto incomoda moradores vizinhos desses locais, que também foi uma das modalidades mais denunciadas no Whatsapp da DRE (65) 999989-0071.

A segunda estratégia de trabalho mobilizou esforços investigativos dos mais complexos, para identificação e prisão dos grandes fornecedores de drogas, responsáveis por abastecer as “bocas de fumo”, na região metropolitana e também no interior do Estado.

O trabalho desenvolvido possibilitou que fossem realizadas grandes apreensões em diferentes ações da Delegacia. Foram apreendidos 4,5 toneladas da substância e 1.414 comprimidos de ecstasy. No ano de 2018, também foram apreendidos 500 quilos de cocaína, além de outros entorpecentes. As apreensões bateram recorde histórico da delegacia

“Os resultados expressivos mostram que estamos no caminho certo ao aliar o combate ao tráfico doméstico com a repressão aos fornecedores de drogas, realizado por meio do tráfico interestadual. Para 2019, a ideia é intensificar esses trabalhos não apenas na Baixada Cuiabana, como também em outros municípios, uma vez que a Delegacia tem atribuição em todo o Estado de Mato Grosso”, explica o delegado titular.

Operações

Entre os diversos trabalhos desenvolvidos pela especializada duas operações ganharam destaque em 2018. A operação Spot, deflagrada em julho, realizou a prisão 18 pessoas (e apreensão de uma menor) que integravam uma associação criminosa, que agia de forma coordenada na distribuição de entorpecentes na região metropolitana, usando transportes clandestinos de drogas. Na ocasião, 42 quilos de maconha foram apreendidos em uma residência, na Capital.

Outra ação notória foi à operação “Captare”, deflagrada no final de novembro e que mobilizou 150 policiais no cumprimento de 52 ordens judiciais nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande (Mato Grosso), Campo Grande, Dourados e Coxim (Mato Grosso do Sul). A investigação durou 4 meses e teve com objetivo desmantelar uma organização criminosa responsável pela movimentação de 2 toneladas de maconha nas rodovias dos dois estados.

Parceria com a população

O delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira afirma que a unidade contou com importante auxílio da população para desenvolvimento dos trabalhos. “Conquistamos uma proximidade maior com a sociedade mato-grossense após a divulgação do Whatsapp, especialmente, a partir do segundo semestre. Anteriormente, a DRE recebia cerca de 3 denúncias por dia informando atividades de tráfico. Esse número subiu para 15 a 20. Esse crescimento reflete nas ações realizadas pela Delegacia, como prisões e apreensões, afirma.

Integração

O delegado adjunto Marcelo Miranda Muniz ressalta que as ações integradas realizadas durante o ano de 2018, entre a DRE e unidades especializadas das Polícias Civis de outros Estados, bem como com as demais forças de Segurança Pública de Mato Grosso (PM/PRF/PF), demonstraram a necessidade da troca permanente de informações e cooperação no enfrentamento ao tráfico interestadual de drogas.

“Nesse sentido, para 2019, o intercâmbio e o fluxo de informações serão intensificados com a finalidade de identificar grandes fornecedores de drogas que atuam em diferentes unidades federativas”, pontua Muniz.

Investigações

No ano de 2018, a Delegacia de Entorpecentes concluiu 915 inquéritos policiais relacionados ao tráfico de drogas. O delegado Wilson Cibulskis Junior explica que as investigações desenvolvidas na unidade buscam reunir o maior número de elementos probatórios, e identificação do ‘modus operandi’, das organizações criminosas, objetivando oferecer subsídios consistentes ao Judiciário, para que os criminosos permaneçam o máximo de tempo possível segregados da sociedade.

“Na prática, as duas frentes de trabalho desenvolvidas pela DRE atuam de forma complementares. Isso porque ao investigar a fundo o tráfico de drogas doméstico, inevitavelmente se chega aos grandes fornecedores de entorpecentes”, declara.

A repercussão social para a segurança pública, decorrente das prisões e apreensões do tráfico de drogas, é evidenciada pelo delegado titular. “Quando combatemos o tráfico, estamos por consequência, trabalhando para redução de crimes patrimoniais, e também de homicídios. (….) As modalidades criminosas estão interligadas. Daí a importância de uma repressão firme, técnica e qualificada”, finaliza Vitor Hugo Bruzulato Teixeira.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Polícia

Mauro admite ajudar Flávio Bolsonaro em eventual 2º turno: “muito provavelmente, vou ajudar”

Publicados

em


O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) admitiu que poderá participar da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) caso a eleição presidencial avance para um segundo turno. A declaração foi dada na quarta-feira (30), após sabatina promovida pela Aprosoja-MT.

Mauro confirmou que recebeu uma ligação do senador Rogério Marinho (PL-RN), integrante da coordenação da campanha de Flávio. Segundo o candidato ao Senado, o contato tratou da possibilidade de reforçar a atuação da equipe em Brasília durante uma eventual segunda etapa da disputa.

Apesar de ter sido procurado, Mauro afirmou que ainda não respondeu ao pedido e que pretende aguardar o resultado do primeiro turno, marcado para domingo (4), antes de definir sua participação.

“Eu ouvi, não disse nem sim nem não, mas é algo que vamos esperar terminar o primeiro turno, para que, se um convite for feito para ajudar, muito provavelmente eu vá ajudar”, declarou.

O contato com Rogério Marinho já havia sido mencionado anteriormente por Cidinho Santos (PP), candidato a primeiro suplente na chapa de Mauro. Na ocasião, Cidinho afirmou que estava ao lado do ex-governador quando recebeu a ligação e que Marinho teria pedido uma participação mais efetiva de Mauro em Brasília caso a eleição presidencial chegasse ao segundo turno.

Possível participação em eventual governo

Durante a entrevista, Mauro também foi questionado sobre especulações de que poderia ocupar um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O candidato negou que tenha tratado do assunto com Rogério Marinho e afirmou que não existe, até o momento, qualquer convite ou negociação formal.

“É uma brincadeira, é uma suposição. Entre isso se tornar uma realidade como convite, existe um hiato muito grande, uma distância muito grande”, afirmou.

Mauro disse ainda que, neste momento, sua atenção está concentrada na eleição de domingo, quando Mato Grosso escolherá dois representantes para o Senado.

A eventual participação na campanha presidencial ocorreria após o primeiro turno e dependeria de um novo convite da coordenação da candidatura de Flávio. Até o momento, Mauro confirmou apenas o contato inicial e afirmou que não deu uma resposta definitiva.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA