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Delegada assume Coordenadoria e reforça enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso

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Com 14 anos de atuação na Polícia Civil de Mato Grosso e trajetória marcada pela defesa dos direitos das mulheres, a delegada Judá Maali assumiu a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis com a proposta de ampliar delegacias especializadas, fortalecer protocolos de atendimento e aprimorar ações de proteção às vítimas em todo o Estado.

Segundo Judá, a pauta da defesa da mulher esteve presente em sua trajetória desde muito nova e foi alicerçada dentro de casa, em conversas com sua mãe.

“Desde muito jovem, eu refletia sobre a representatividade feminina na sociedade e costumava conversar com minha mãe sobre as desigualdades enfrentadas pelas mulheres. Sempre encontrei nela escuta e incentivo, o que me deu liberdade para buscar conhecimento de forma mais aprofundada”, lembra a delegada.

Ela conta que, estudando sobre a condição feminina, compreendeu, desde muito cedo, que se tratava de uma realidade marcada por injustiças estruturais. “A partir dessa consciência, amadureceu em mim o propósito de atuar, de forma concreta, na construção de uma sociedade mais justa e igualitária para as mulheres”, afirma.

Histórico

Na Polícia Civil desde 2012, a delegada começou a carreira na Delegacia de Porto Esperidião, passou pela Delegacia de Cáceres e teve seu primeiro cargo em uma Delegacia da Mulher em Cáceres, em 2015.

“Foi um marco muito significativo na minha trajetória profissional, porque ali vivi, de forma concreta, o propósito que sempre me guiou. Costumo dizer que naquele momento compreendi o verdadeiro sentido do meu nome, Judá Maali, que remete a ‘abençoada nas causas nobres’”, conta a delegada.

Judá afirma que, em Cáceres, formou uma equipe altamente comprometida, que se dedicava a atender cada mulher com afinco, atuando não apenas na responsabilização dos agressores, mas também no acolhimento das vítimas.

“Nesse período, implementamos projetos voltados à humanização do atendimento, com fortalecimento da rede de proteção e ampliação do suporte oferecido às mulheres em situação de violência”, lembra.

Depois, já na Capital, a delegada passou pela Delegacia de Estelionato, a Delegacia do Adolescente e, por fim, a Delegacia da Mulher de Cuiabá.

“Foi uma experiência marcada pela atuação de uma equipe extremamente comprometida e apaixonada pelo trabalho que realizava, movida pelo propósito genuíno de proteger mulheres e salvar vidas. Essa dedicação coletiva permitiu aprimorar fluxos, fortalecer investigações e ampliar ações de enfrentamento à violência doméstica, sempre com foco na eficiência institucional e na proteção integral das vítimas”, afirmou.

Novo cargo

Foi estando à frente da Delegacia da Mulher de Cuiabá que Judá recebeu o convite para assumir a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis. Ela conta que chefiar a Coordenadoria representa o avanço de uma trajetória construída na linha de frente, agora ampliada para um campo estratégico de atuação.

Segundo Judá, a Coordenadoria é um espaço que permite atuar de forma estruturante, com olhar sistêmico, integrando delegacias, núcleos especializados e demais instituições, com foco na prevenção, na repressão qualificada e, sobretudo, na proteção integral das vítimas.

“Recebo essa missão com senso de responsabilidade, compromisso institucional e a convicção de que é possível avançar na construção de uma política pública mais eficiente, humana e alinhada às reais necessidades das mulheres e das pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirma.

A delegada conta que seus principais projetos à frente da Coordenadoria estão voltados ao fortalecimento estrutural, à padronização de fluxos e à qualificação do atendimento e da investigação.

“Entre as prioridades, destaco a ampliação das Delegacias e dos Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher e Vulneráveis, com o objetivo de expandir o acesso e garantir capilaridade no atendimento”, detalha.

Judá Maali quer trabalhar na criação de protocolos específicos de atendimento e investigação para crimes contra crianças e adolescentes, bem como para crimes contra a pessoa idosa, assegurando maior padronização, celeridade e efetividade na atuação policial.

Já no que se refere à violência contra a mulher, o planejamento é dar continuidade ao protocolo já existente, que padronizou o atendimento e a investigação desses delitos, consolidando boas práticas e aprimorando fluxos operacionais.

Outro eixo de atuação é a expansão do projeto “Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança”, que padroniza palestras educativas sobre abuso sexual voltadas a crianças, adolescentes e seus responsáveis, com foco na prevenção e na conscientização.

“Por fim, investiremos na ampliação de cursos e capacitações em temas específicos relacionados à violência de gênero e à proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade, visando ao constante aperfeiçoamento dos profissionais e à melhoria da prestação do serviço público”, finaliza.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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