Desde o início da campanha
CAMPANHA DE ABILIO E LÚDIO SOMA R$ 16 MILHÕES EM GASTOS; DÍVIDA DE ABILIO ATINGE R$ 1,5 MILHÃO
Abílio foi o que mais investiu na campanha
Polícia
Faltando apenas dois dias para o segundo turno das eleições para prefeito de Cuiabá, os candidatos Abílio Brunini (PL) e Lúdio Cabral (PT) já acumularam gastos superiores a R$ 16 milhões desde o início da campanha em agosto. Juntos, eles enfrentam uma dívida de mais de R$ 2 milhões, sendo que a maior parte desse valor é de responsabilidade de Abílio, candidato do PL.
Abílio foi o que mais investiu na campanha. Segundo os dados do DivulgaCand, suas despesas somam R$ 10,4 milhões, dos quais R$ 8,9 milhões já foram pagos. O candidato ainda tem uma dívida de R$ 1,5 milhão a ser quitada.
Mais de 35% das despesas de Abílio, cerca de R$ 3,6 milhões, ainda precisam ser detalhadas junto à Justiça Eleitoral. Entre os gastos especificados, destacam-se R$ 993 mil destinados a serviços prestados por terceiros, R$ 938 mil com publicidade em adesivos, R$ 891 mil em doações para candidatos a vereador e R$ 812 mil investidos em suporte jurídico.
Abílio acumula uma receita total de R$ 11,5 milhões, dos quais 76% (R$ 8,7 milhões) foram transferidos do fundo eleitoral pelo diretório nacional do PL.
Por outro lado, Lúdio Cabral registrou despesas totais de R$ 5,7 milhões, um valor que representa quase metade do gasto de Abilio. O petista já pagou R$ 4,9 milhões desse montante, restando ainda uma dívida de R$ 821 mil.
Produção de programas para rádio e televisão foi a principal despesa dele durante a campanha. Com esse serviço, ele gastou R$ 1,2 milhão. Lúdio desembolsou R$ 825 mil com atividades de militância e mobilização de rua, R$ 718 mil que ainda precisam ser especificados, R$ 610 mil com advogados e R$ 410 mil doou para candidatos a vereadores.
Desde o início da campanha em agosto, Lúdio arrecadou mais de R$ 10 milhões, com 74,48% desse total (R$ 7,9 milhões) provenientes do diretório nacional do PT. Conforme o limite estabelecido pela Justiça Eleitoral, ambos os candidatos têm um teto de R$ 18,6 milhões para despesas até o final da campanha, no dia 27 de outubro.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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