FEMINICÍDIO

Assistência reforça atuação na proteção e acolhimento às vítimas

O evento foi realizado de forma remota, sendo transmitido pela plataforma Google Meet.

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Polícia

Foto: Christiano Antonucci

Integrando as atividades promovidas pela campanha ‘Agosto Lilás’, servidores que atuam na rede de atendimento mantida pela Prefeitura de Cuiabá  – por meio da Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, participaram de uma palestra da delegada titular da Delegacia Especializada da Mulher, Jozirlethe Magalhães Criveletto, sobre o fortalecimento das ações na rede de enfrentamento e de acolhimento às vítimas de violência doméstica. A campanha Agosto Lilás é uma ação coordenada pela Secretaria Municipal da Mulher.

Participaram da iniciativa, os servidores lotados nas duas unidades dos Centros de Referência Especializado em Assistência- Creas Centro e Norte (Morada do Ouro).  Por medida de biossegurança contra o novo coronavírus, a palestra foi transmitida pela plataforma Google Meet.

Na última sexta-feira (20), o diálogo trouxe apontamentos sobre o “papel da Delegacia da Mulher como política pública e os avanços decorrentes da pandemia da Covid -19”. Jozirlete apresentou um breve histórico de como era a estrutura de atendimento, rememorando que era restrito e sem serviço especializado. Na sequência, destacou a evolução e os avanços alcançados.

“Hoje, a mulher vítima de violência conta com uma rede de atendimento. Com essa parceria entre a Polícia Civil e o Município, que oferta acolhimento para essas vítimas, o atendimento é mais eficiente. Elas contam com todo amparo necessário nesse momento de muita dor e sofrimento”, declarou a delegada.

A Lei Maria da Penha prevê que é obrigação de todos, Ministério Público, Defensoria, do Judiciário, das polícias, da sociedade e de cada um individualmente, a missão de punir e erradicar todas as formas de violência, especialmente a doméstica. “Quinze anos depois, ainda brigamos para que uma medida protetiva seja concedida em 48 horas, para que não seja apenas um papel manchado de sangue após a violência ser fatal; para que se entenda que violência psicológica e patrimonial também são crimes; para que se entendam os princípios mais básicos que determinaram que essa lei seja necessária e urgente”, destacou Jozirlette.

A coordenadora de Proteção Especial da Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Maggie Carolina, fez questão de ressaltar tamanha importância de agregar conhecimento para que os servidores que atuam na rede de atendimento, tenham capacidade de oferecer o suporte necessário na prática dia-a-dia. “A Prefeitura de Cuiabá conta com um olhar diferenciado da gestão Emanuel Pinheiro e da nossa maior incentivadora das políticas sociais, a primeira-dama Márcia Pinheiro, onde temos a Casa de Amparo, referência no acolhimento dessas mulheres”, comentou a coordenadora.

Maggie Carolina conta ainda, que a partir da palestra proferida pela delegada Jozirlete, a equipe da Assistência passa a ter um outro olhar em relação ao trabalho da Polícia Judiciária Civil. “Tomamos conhecimento dos inúmeros serviços que são ofertados pela Delegacia da Mulher. Além de uma equipe psicossocial, existe uma equipe plantonista para receber os casos de violência que não tem dia e nem hora marcada para acontecer. Com isso, as equipes poderão informar as mulheres de como fazer o boletim de ocorrência, explicar sobre a importância da denúncia, medida protetiva, dentre outros”, pontuou. 

REDE FORTALECIDA

O município de Cuiabá, que tem à frente das iniciativas e fomento da primeira-dama, Márcia Pinheiro, disponibiliza uma casa de acolhimento para que as vítimas  de violência e filhos  sejam abrigados. Mantém ainda um espaço que funciona 24 horas no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). O Executivo também implantou há pouco mais de um ano,  a Secretaria Municipal da Mulher que trabalha a interdisciplinaridade das pastas e o fomento às políticas públicas que amparem a desconstrução do ciclo de violência contra à mulher. 

 

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Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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