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2ª Edição da Operação Tolerância Zero da PM conduz mais de 470 pessoas em MT

A segunda semana da Operação Tolerância Zero foi realizada em todos os 15 Comandos Regionais da Polícia Militar de Mato Grosso

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Polícia

Foto: PMMT

Mais de 470 pessoas foram conduzidas à delegacia durante a 2ª edição da Operação Tolerância Zero, realizada pela Polícia Militar de Mato Grosso entre sexta-feira (06) e domingo (08.12). A operação contou com o empenho de 1.330 militares e 467 viaturas, além de 26 motocicletas, para reforçar o policiamento nos 142 municípios do Estado.

De acordo com a Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da PM (SPOE), 477 pessoas foram levadas às delegacias, sendo 210 em flagrante. A operação registrou também 75 ocorrências relacionadas ao tráfico e uso ilícito de drogas.

Os militares percorreram 1.385 bairros e realizaram abordagens em 771 bares e comércios. Durante a ação, foram abordadas 23 pessoas com mandados de prisão em aberto, apreendidas 12 armas de fogo e cinco simulacros, além de localizar nove veículos roubados ou furtados.

Ainda, foram registrados 18 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) relacionados a crimes de menor potencial ofensivo.

Operação Tolerância Zero

A segunda semana da Operação Tolerância Zero foi realizada em todos os 15 Comandos Regionais da Polícia Militar de Mato Grosso, com o objetivo de aumentar a presença e atuação dos militares em áreas com altos índices de ocorrências envolvendo organizações criminosas.

As ações, tanto ostensivas quanto repressivas, foram conduzidas pelas equipes dos batalhões de área nos municípios e pelas unidades especializadas, incluindo o Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), o Batalhão de Operações Especiais (Bope), o Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria), o Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMPA), além das unidades da Força Tática e da Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).

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Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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