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PF inaugura Base Norte da CAOP em Manaus

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Brasília/DF. Nesta terça-feira (10/2), a Polícia Federal (PF) inaugurou, em Manaus/AM, a Base Norte da Coordenação de Aviação Operacional (CAOP). A nova unidade representa um marco para o fortalecimento da capacidade aérea da PF na Amazônia Legal.

A criação da Base Norte atende à necessidade de dispor de meios aeropoliciais estrategicamente posicionados no interior da região amazônica. Com a nova estrutura, as forças de segurança pública passam a contar com um reforço fundamental para o combate ao crime organizado, tanto em âmbito nacional quanto transnacional, além do enfrentamento aos crimes ambientais.

A proximidade com a tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, bem como com áreas remotas, terras indígenas e unidades de conservação, justifica a escolha da localização e reforça a relevância estratégica da base para a segurança pública da Região Norte.

A unidade iniciou suas operações no ano passado e já apresenta resultados relevantes, ampliando a presença do Estado e reduzindo o tempo de resposta em ocorrências críticas.

Durante a cerimônia de inauguração, o diretor-geral substituto da Polícia Federal, William Murad, destacou a importância da cooperação entre as forças de segurança e os diferentes níveis de governo — federal, estadual e municipal — no enfrentamento ao crime organizado. O delegado também mencionou os resultados já alcançados com o início das operações da Base Norte da CAOP. “Creio que estamos no caminho certo, com a queda do desmatamento na Amazônia Legal e o fortalecimento do combate ao crime organizado”, afirmou.

Na sequência, o diretor da Amazônia e Meio Ambiente, Humberto Freire de Barros, ressaltou a relevância da atuação integrada entre poderes, órgãos e instituições na região. “Nenhuma instituição pode achar que faz alguma coisa na Amazônia sozinha. Precisamos estar unidos”, destacou.

Convidado para o evento, o governador do Amazonas, Wilson Lima, elogiou as ações da Polícia Federal e reforçou a importância do trabalho conjunto para o combate aos ilícitos na região.

Participaram da cerimônia de inauguração o diretor-geral substituto da Polícia Federal, William Murad; o governador do Amazonas, Wilson Lima; o comandante do Sétimo Comando Aéreo Regional da Força Aérea Brasileira, major-brigadeiro do ar Ramiro Kirsch Pinheiro; o diretor da Amazônia e Meio Ambiente, Humberto Freire de Barros; a superintendente regional da PF no Amazonas, Danielle de Meneses Oliveira Mady; e o delegado de polícia federal Gustavo Pivoto, lotado na Coordenação de Aviação Operacional (CAOP).

Coordenação-Geral de Comunicação Social da PF
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Fonte: Polícia Federal



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Projeto permite bloqueio imediato de bens em suspeita de fraude financeira

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O Projeto de Lei 1515/26 permite que órgãos reguladores suspendam atividades e bloqueiem bens de emissores de títulos, plataformas de intermediação e outros participantes de esquemas financeiros quando houver indícios de fraude, lavagem de dinheiro ou risco ao sistema financeiro. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Nesses casos, a decisão do Banco Central (Bacen) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) terá efeito imediato, mas deverá ser submetida à homologação judicial em até 24 horas.

A Justiça, por sua vez, deverá decidir em até 24 horas. Nos casos mais complexos, o prazo poderá chegar a 72 horas.

Captação de recursos
O projeto também prevê que a emissão de títulos para captação de recursos, conhecidos como títulos de captação massiva, inclusive ativos digitais, como tokens, dependa de registro prévio no Bacen ou na CVM.

A regra vale para ofertas destinadas ao público em geral ou a um número indeterminado de investidores que possam representar risco ao sistema financeiro em razão do volume de recursos captados, da quantidade de investidores ou do uso de novas tecnologias.

Além disso, as instituições responsáveis deverão:

  • Divulgar informações claras sobre os riscos dos investimentos;
  • Apresentar demonstrações financeiras auditadas;
  • Adotar programas de prevenção à lavagem de dinheiro; e
  • Cumprir exigências mínimas de capital e de garantias.

Segundo o autor da proposta, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), a iniciativa é uma “resposta necessária aos desafios contemporâneos do sistema financeiro e da ordem pública”, ao combinar medidas preventivas com instrumentos para agilizar a atuação das autoridades.

Novos crimes
A proposta cria três crimes específicos relacionados a fraudes financeiras. São eles:

  • Participação em milícia privada de intimidação: reclusão de dois a oito anos e multa. O crime abrange grupos organizados para coagir autoridades, jornalistas ou investigadores e dificultar investigações sobre fraudes financeiras. O Código Penal já prevê o crime de milícia privada, mas o projeto cria uma modalidade específica para esses casos.
  • Obstrução de investigação: reclusão de um a seis anos e multa. O texto reúne em um tipo penal específico condutas como ocultação de provas, intimidação de testemunhas e ataques cibernéticos para prejudicar investigações.
  • Retaliação contra colaboradores de investigações: reclusão de dois a seis anos e multa. A proposta tipifica a intimidação ou a prática de violência contra quem colaborar com investigações ou fiscalizações relacionadas a fraudes financeiras.

Cooperação entre órgãos
O texto também cria um regime permanente de cooperação entre Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários, Polícia Federal, Ministério Público, Receita Federal e outros órgãos responsáveis pela fiscalização e investigação.

O objetivo é facilitar o compartilhamento de informações, coordenar operações e aprimorar a produção de provas.

O projeto ainda prevê mecanismos de proteção para investigadores, servidores públicos, magistrados, membros do Ministério Público, jornalistas, peritos, testemunhas e denunciantes que atuem em investigações relacionadas aos crimes previstos no texto.

Próximos passos
A proposta será analisada pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcelo Oliveira



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