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Parceria com a Interpol coloca Brasil em posição de destaque no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado

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Brasília/DF. O Ministério da Justiça e Segurança Pública firmou um Acordo de Cooperação Técnica com a Interpol. A iniciativa colocará o Brasil como protagonista no enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas na América do Sul. O apoio operacional do programa será realizado pela Polícia Federal.

A base principal do programa será o Escritório Regional da Interpol, sediado em Buenos Aires. O Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, funcionará como um pólo complementar de atividades, com foco específico na segurança da região amazônica.

O Brasil será o principal financiador do projeto, mediante a viabilização da participação de agentes selecionados entre os quadros mais experientes da Polícia Federal e das forças policiais parceiras da região.

A cooperação entre as partes do programa permitirá o compartilhamento estratégico de informações e a realização de operações conjuntas, em tempo real, contra redes transnacionais do crime organizado.

Entre as prioridades da iniciativa está o mapeamento, o monitoramento e a análise contínua das rotas do tráfico de drogas e de atividades criminosas correlatas, especialmente aquelas que atravessam áreas de fronteira e a região amazônica, cuja complexidade territorial favorece a atuação de organizações criminosas transnacionais.

O modelo adotado tomará como referência a atuação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO), coordenadas pela Polícia Federal no Brasil. O objetivo é ampliar esse modelo para uma escala regional, fortalecendo as capacidades de investigação, de inteligência e de atuação das forças de segurança sul-americanas.

A iniciativa marca um novo patamar de cooperação internacional liderada pelo Brasil e pela Interpol, reforçando o compromisso do país com a segurança no continente e com o combate efetivo às organizações criminosas que operam além das fronteiras nacionais.

Coordenação-Geral de Comunicação Social
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Fonte: Polícia Federal



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Tião da Zaeli diz que Flávia Moretti já deixou o PL na prática

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O presidente da Fecomércio-MT e ex-vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), afirmou que a prefeita Flávia Moretti (PL) já se afastou politicamente do Partido Liberal e que, na prática, não integra mais o grupo da legenda. A declaração ocorre em meio ao agravamento do conflito entre a prefeita e a direção estadual do PL, após Moretti sinalizar apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso.

“A Flávia já saiu do PL”, disparou Zaeli em entrevista ao HNT.

Segundo ele, a decisão de Moretti de apoiar um candidato de outra legenda, que está no campo oposto ao projeto oficial do PL para o Governo do Estado, acabou aprofundando o distanciamento entre ela e a direção partidária.

O rompimento político ganhou força depois que Moretti passou a demonstrar apoio a Pivetta, enquanto o PL trabalha com a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás. A direção estadual da sigla já anunciou que prefeitos que apoiarem candidatos adversários poderão perder o comando dos diretórios municipais, além de estarem sujeitos a procedimentos internos por infidelidade partidária.

A crise também teve reflexos diretos no comando do PL em Várzea Grande. Zaeli deixou a presidência municipal da legenda após renunciar ao cargo de vice-prefeito, em março deste ano, em meio ao rompimento com Flávia. Depois disso, o presidente estadual do partido, Ananias Filho, extinguiu a comissão provisória que estava sob comando da prefeita.

Agora, o médico Alencar Farina (PL) foi colocado como nome para assumir a direção do partido no município. Zaeli afirmou que participou da articulação para que Farina ocupasse o espaço e disse considerar que o empresário e médico tem serviços prestados a Várzea Grande.

“Foi uma ideia minha”, revelou Zaeli ao comentar a indicação. Ele afirmou ainda que conversou com Ananias e defendeu o nome de Farina por sua atuação na cidade. “Ele já ajuda Várzea Grande e tem o meu apoio”, declarou.

O ex-vice-prefeito também voltou a fazer críticas à administração de Flávia e afirmou que não pretende retomar o diálogo político com a prefeita. O relacionamento entre os dois, que começaram a gestão como aliados, se deteriorou ao longo do mandato e culminou na renúncia de Zaeli à vice-prefeitura.

A situação coloca Flávia diante de um impasse dentro do próprio partido. Embora continue filiada ao PL e tenha sido eleita pela legenda, a prefeita perdeu espaço na direção municipal e agora enfrenta um procedimento administrativo anunciado pelo comando estadual por suposta infidelidade partidária. O caso ainda deverá seguir os trâmites internos da sigla, com direito de defesa.

O conflito também ganha peso eleitoral porque Flávia é uma das principais prefeitas do PL em Mato Grosso, enquanto Pivetta aparece como adversário direto do projeto eleitoral defendido pela direção liberal. O embate, portanto, ultrapassa a relação pessoal entre Moretti e Zaeli e passa a representar mais um capítulo da disputa interna do partido para 2026.



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