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Comissão da Câmara debate concessões das BRs 116 e 324 na Bahia

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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados realiza, na terça-feira (17), às 14 horas, audiência pública para discutir o andamento das concessões das BRs 116 e 324, na Bahia. O encontro será no plenário 11 e foi solicitado pelo deputado Cláudio Cajado (PP-BA).

O objetivo é promover um amplo debate sobre os desdobramentos e perspectivas futuras das concessões das rodovias BR-116 e BR-324, após a finalização do contrato da antiga concessionária Via Bahia.

Cláudio Cajado quer discutir:

  • a transparência no processo licitatório e nas obrigações contratuais do novo projeto de concessão;
  • a duplicação de trechos e manutenção das rodovias;
  • a política tarifária e seus impactos diretos sobre os usuários;
  • os reflexos no transporte de cargas e passageiros, fundamentais para a economia da Bahia e do Nordeste.

O deputado afirma que, em janeiro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou o envio ao Tribunal de Contas da União (TCU) do processo de desestatização do sistema rodoviário das BR-116 e BR-324, denominado Rota 2 de Julho.

“As BR-116 e BR-324 constituem importantes corredores logísticos da Bahia e da região Nordeste”, afirma Cajado. “Qualquer deficiência estrutural ou aumento de custos operacionais tende a repercutir no preço final das mercadorias e serviços, afetando especialmente a população do interior”, alerta.

Da Redação – ND



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Prefeitura abre investigação sobre gestão de ex-presidente do DAE após vídeo com maços de dinheiro

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A Prefeitura de Várzea Grande abriu uma investigação administrativa para apurar fatos relacionados à gestão do ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Rogério de França Martins, o Rogerinho da Dakar (PSDB). A medida ocorre após a divulgação de um vídeo em que o então dirigente da autarquia aparece recebendo maços de dinheiro em espécie.

A decisão atende a uma recomendação do Ministério Público de Mato Grosso e foi formalizada por meio do Decreto nº 79/2026. O objetivo é esclarecer a natureza dos fatos e verificar se existe alguma relação entre os valores mostrados nas imagens, recursos públicos do DAE ou interesses de terceiros perante a autarquia.

Além da sindicância investigativa, a Prefeitura determinou a realização de uma auditoria extraordinária na gestão de Rogerinho. O pente-fino deverá analisar contratos, atos administrativos e pagamentos realizados entre os dias 2 de março e 19 de agosto de 2026, período em que ele esteve à frente do DAE. A apuração poderá ser ampliada caso surjam novos fatos.

O município também colocou o DAE sob um regime especial de acompanhamento por 180 dias. Durante esse período, as equipes responsáveis terão acesso a sistemas, documentos e demais informações da autarquia. O decreto ainda determina que os pagamentos sejam realizados pelo circuito bancário oficial, salvo exceções previstas em lei.

A investigação ganhou força após a circulação das imagens em que Rogerinho aparece recebendo dinheiro em uma reunião. O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público, que busca esclarecer a origem dos valores e uma possível ligação com o exercício da função pública.

Rogerinho deixou o comando do DAE após a repercussão do episódio e retornou à Câmara Municipal de Várzea Grande. À época, ele afirmou que o dinheiro teria origem em uma transação comercial particular e negou qualquer relação dos valores com sua atuação à frente da autarquia.

Agora, a sindicância e a auditoria devem tentar responder justamente à principal dúvida levantada pelo caso: se o dinheiro recebido pelo então presidente do DAE tinha alguma relação com a gestão da autarquia ou se, como sustenta Rogerinho, se tratava de uma movimentação estritamente particular.



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