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Cobertura integral do autismo no SUS passa na CDH
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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (17) proposta que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a garantir acesso universal e cobertura integral e prioritária de exames especializados para diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O texto recebeu parecer favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR) e agora segue para votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O relatório foi lido na reunião pela presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
O PL 3.980/2025, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), considera essenciais ao diagnóstico clínico do TEA o exame de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Cerebral (Bera), a ressonância magnética de crânio, com ou sem sedação, o eletroencefalograma e as avaliações clínicas multiprofissionais nas áreas de neurologia, psicologia, fonoaudiologia e psiquiatria. Outros exames também poderão ser definidos em protocolos técnicos do Ministério da Saúde.
O texto determina que o SUS assegure a realização integral e gratuita desses exames, inclusive com cobertura dos custos de sedação quando ela for necessária. A proposta também garante prioridade no agendamento para pacientes com suspeita ou histórico de TEA, conforme indicação médica.
Atendimento
O projeto prevê a formação de redes de referência em diagnóstico e acompanhamento do TEA, com atuação de equipes multiprofissionais qualificadas. A intenção é organizar o atendimento para que a pessoa com suspeita ou diagnóstico de TEA tenha acesso não apenas aos exames, mas também ao acompanhamento necessário na rede pública.
O Poder Executivo também poderá firmar convênios com instituições privadas e filantrópicas para ampliar a oferta dos exames. Nesses casos, a gratuidade ao paciente e a prioridade de atendimento deverão ser mantidas.
A proposta ainda proíbe que gestores ou unidades regionais de saúde limitem a realização dos exames e atendimentos previstos. O atendimento deverá ser garantido em todos os níveis de complexidade do SUS. As despesas decorrentes da lei correrão por dotações orçamentárias próprias, que poderão ser suplementadas quando necessário. A lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Direitos
Autor da proposta, Flávio Bolsonaro afirma na justificativa que o objetivo é enfrentar uma das principais barreiras vividas por crianças, adolescentes e adultos com TEA: “a dificuldade de acesso a exames especializados para diagnóstico precoce e adequado”.
Para o relator, Flávio Arns, a proposta fortalece direitos das pessoas com TEA, ajuda a reduzir desigualdades no acesso à saúde e permite que o diagnóstico sirva de base para benefícios sociais, adaptações educacionais, inclusão no trabalho e proteção contra discriminação. Segundo o relator, “o diagnóstico cumpre uma função essencial para a garantia de direitos”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Mato Grosso projeta orçamento de R$ 46,1 bilhões para 2027 e prevê RGA de 5,36%
O Governo de Mato Grosso trabalha com uma previsão de R$ 46,125 bilhões em receitas e despesas para 2027. A estimativa foi apresentada nesta terça-feira (3), durante audiência pública na Assembleia Legislativa, que iniciou a discussão do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). O montante representa um crescimento de 13,07% em comparação com o orçamento projetado para 2026, de R$ 40,1 bilhões.
Um dos pontos de destaque da proposta é a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, estimada em 5,36%. De acordo com o secretário-adjunto do Orçamento Estadual da Secretaria de Fazenda (Sefaz), Ricardo Capistrano, o percentual tem como principal referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A previsão é de que o reajuste represente um impacto de R$ 1,068 bilhão nas contas públicas.
A proposta também considera despesas relacionadas à contratação de novos servidores por concursos públicos, estimadas em R$ 222 milhões. Outros R$ 214 milhões estão previstos para a manutenção de contratos temporários, enquanto promoções e progressões funcionais devem representar R$ 69 milhões.
Durante a apresentação, Capistrano afirmou que o Executivo adotou critérios cautelosos para calcular a arrecadação do próximo ano. Apesar da expectativa de que a receita estadual alcance aproximadamente R$ 45 bilhões em 2026, o governo considera as incertezas provocadas pela reforma tributária e pelo encerramento de medidas fiscais na elaboração do orçamento.
Distribuição dos recursos
Do total previsto, R$ 32,221 bilhões correspondem ao orçamento fiscal e R$ 13,904 bilhões à seguridade social, que reúne despesas relacionadas à saúde, previdência e assistência. A proposta também contempla R$ 1,963 bilhão no orçamento de investimentos, com recursos próprios e operações de crédito.
O Poder Executivo concentra a maior parcela dos recursos, com R$ 38,7 bilhões. Entre os demais órgãos, estão previstos R$ 3,799 bilhões para o Tribunal de Justiça, R$ 1,124 bilhão para o Ministério Público, R$ 984 milhões para a Assembleia Legislativa, R$ 840,6 milhões para o Tribunal de Contas e R$ 422 milhões para a Defensoria Pública.
Deputados cobram ampliação de investimentos
A audiência foi presidida pelo deputado Wilson Santos (PSD), que defendeu a revisão de valores destinados a áreas como regularização fundiária, saneamento básico e habitação popular. O parlamentar questionou, por exemplo, a previsão inferior a R$ 1,5 milhão para regularização fundiária e os R$ 33 milhões reservados ao saneamento.
Wilson também avaliou que a arrecadação efetiva do Estado poderá superar a estimativa apresentada pelo Executivo. Segundo ele, Mato Grosso deve encerrar 2026 com receita próxima de R$ 45 bilhões e poderá ultrapassar R$ 50 bilhões no ano seguinte.
A discussão do orçamento continua na Assembleia Legislativa, onde os parlamentares poderão apresentar emendas e propor mudanças na distribuição dos recursos. Uma nova audiência pública está prevista para 12 de novembro, às 14h. A expectativa é concluir a votação da proposta até 15 de dezembro.
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