Opinião
Projeto Social, em Chapada dos Guimarães
Opinião
Por: Deputado estadual Elizeu Nascimento
O princípio básico necessária para implementação de políticas públicas desenvolvidas por um parlamentar estadual, passa necessariamente, pela busca incessante de projetos que possam realmente, levar às pessoas menos favorecidas. Entre as quais, ações estruturantes, além de lazer e entretenimento.
Eu, na condição de deputado estadual, venho durante quase quatro meses, quebrando paradigmas, buscando sempre, cumprir as minhas promessas de campanha.
Estando sempre, in loco nesses eventos, participando ativamente dos projetos sociais, este em especial, denominado “Ação Social Unidos do Renascimento”, realizado na manhã de sábado (25) em Chapada dos Guimarães, nas dependências da Escola Estadual, Profª Ana Tereza Albanez visando levar aos munícipes, principalmente aos mais carentes, momentos de diversão e ao mesmo tempo, serviços essenciais, através do espaço cidadania.
Naquela manhã festiva foram ofertados a um grande número de cidadãos chapadenses que compareceram ao local em busca dos vários serviços essenciais ofertados aos presentes como: corte de cabelos, manicure, pedicure, hidratação, escova e penteados.
O ponto alto sem dúvida ficou por conta da área da saúde, ponto crucial, de qualquer administração municipal, sendo realizadas consultas médicas, exames de vista, aferição de pressão arterial, medicação de glicemia, entre outros atendimentos.
Os trabalhos não pararam por ai, foram também ofertadas, orientação jurídica, distribuição de livros, além de exposição ao patrono da comunicação, Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.
As crianças também foram contempladas, com momentos diferenciados e agradáveis, além de um amplo espaço físico para brincarem, foi ofertado também àquilo que as crianças mais gostam, o brinquedo conhecido como pula pula, um brinquedo tradicional nas festas para as crianças.
Tenho certeza, muitas delas fizeram uso desse brinquedo pela primeira vez em suas vidas, isso me enche de orgulho.
Além das brincadeiras saudáveis foram também agraciadas, com um lanche reforçado, além de algodão doce, pipocas e geladinho. Para higienizar suas bocas após os lanches, a garotada também, recebeu Kits para higiene bucal, tudo perfeito.
Fechando com chave de ouro, não poderíamos deixar de falar da importância deste evento, que quebrou literalmente barreiras, oportunizando a participação da Associação de Amigos da Criança com Câncer, através do bazar da AACC, ofertando peças de roupas a partir de R$ 2,00, a este preço, as vendas não poderiam ser diferentes, todas as peças foram vendidas.
Nessa oportunidade, aproveitamos e fizemos também a entrega de moções de aplauso, aos servidores efetivos da prefeitura Municipal de Chapada, além de funcionários, professores, e equipe administrativa da escola Estadual, Profª Ana Tereza Albernaz, também foram agraciados, o efetivo policial da 1ª Companhia de Polícia Militar daquela cidade.
Senti-me lisonjeado, com a fala da diretora da Escola Estadual Profª Ana Tereza Albernaz, a senhora Maria Nelci Pachorra Ferreira, que não economizou, ao elogiar nosso trabalho de equipe.
Como também, agradeceu a oportunidade de fazer essa integração, entre comunidade escolar, com o corpo docente dessa conceituada instituição de ensino, inteiração esta, para ela praticamente impossível de fazer com recursos próprios, tendo em vista os entraves burocráticos, como também, a falta de receita, para prática de um evento dessa magnitude.
Este evento oportunizou uma maior aproximação entre alunos que em sua grande maioria foram acompanhados pelos pais, proporcionando assim, uma maior inteiração entre, corpo docente, discente e pais de alunos.
O sucesso, deste megaevento em Chapada dos Guimarães, só foi possível, graças ao trabalho grandioso do meu gabinete, que age em união com os projetos sociais, onde todos os meus aguerridos, colaboradores, e demais entidades, vestem literalmente a camisa do projeto, visando levar aos menos favorecidos pela sorte, ações sociais inclusivas.
O cair é do homem, o levantar é de Deus!
Opinião
Saúde mental é inegociável
O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.
Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.
Os números que não podem mais ser ignorados
Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.
No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.
O papel da segurança psicológica
Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.
Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.
A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.
O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.
O que aprendemos na prática
Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.
Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.
Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.
Em dez anos, a pauta amadureceu.
Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.
A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.
* Tatiana Pimenta CEO da Vittude
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