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Marketing político e eleitoral – Parte VI Campanha Eleitoral 2018 Majoritária e Proporcional

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Por: Cláudio Cordeiro

 

Já escuto muitos dizendo que já estão em plena campanha, aí eu pergunto, quais as estratégias adotadas? Referente ao marketing digital, o que está fazendo? Referente ao tipo de candidato em qual você se enquadra? É reeleição, é primeira vez ou está querendo galgar um novo espaço? Seu partido, qual seu teor ideológico? Enfim, um monte de questionamentos sem respostas concretas.    

Pelo andar da carruagem a história sempre se repete para a maioria que sai na empolgação, achando sempre que é mais esperto, achando que nada mudou e até mesmo fazendo de conta que paga e o fornecedor também fazendo de conta que entrega, pois para última hora é só isso que dá pra fazer no mundo digital e tradicional em virtude da Lei Eleitoral, isso mesmo.

Estamos passando por mudanças profundas no cenário politico e social. Qual a leitura atual, qual o sentimento das pessoas? Hoje mais do que nunca a informação que serve pra ciclano não serve pra fulano.  As pessoas querem ter experiências, querem participar, querem ser ouvidas e mais do que tudo, é nossa obrigação entender e dar voz e vez ao eleitor de forma segmentada.

O despreparo do candidato na maioria das vezes já começa pela contratação, a maioria tem dívida de campanha ou é amigo do amigo e acaba contratando pessoas, menos por competência.

Alguns meses atrás um programa jornalístico de televisão foi até algumas câmaras municipais fazendo uma simples pergunta, fale apenas um, apenas um projeto de lei em sua gestão, pasme, a resposta foi unânime em todos, ninguém havia feito, mesmo os com mais de 3 mandatos, isso mostra o despreparo do parlamentar, o mesmo não teve a mínima competência em contratar uma assessoria para fazer esse trabalho, agora imagine o custo e o formato dessa  campanha , sim nem quero imaginar porque isso está perdendo o espaço e a população deve a cada campanha começar a cobrar mais os candidatos e também a se desinteressar mais pela política, votando em branco, anulando seu voto e nem mesmo ir votar.     Somos impactados por campanhas inócuas do poder público enfatizando o direito de votar, os deveres do cidadão e blá blá blá, sabem que isso nada repercute na realidade, enfim vamos ao que interessa.

Deputada Tal, tem tantos mil likes em sua fanpage, governador tem tantos mil seguidores, de nada vale isso se não tiver um planejamento, uma expertise por trás para alavancar benefícios futuros, alguns é claro que tem, agora imagine quem está pensando em sair candidato pela primeira vez ou pleitear novo desafio.

A palavra de ordem ao meu ver para essas eleições estão traduzidas em um único device, o mobile. E você, tem noção do que isso representa?

Vemos também uma situação totalmente adversa, a falta de estrutura e principalmente a falta de um budget eficaz.

Não se começa uma campanha em cima da hora, temos que parar de achismo, é diferente de quem já está no poder e que já tem uma estrutura ( ou não), é quase impossível criar uma imagem, um conceito, uma bandeira em pouco tempo.

Para que o candidato gaste menos durante a campanha e com mais assertividade é preciso que o mesmo tenha uma estratégia bem definida.    A internet se for usada de forma correta, vai potencializar os mecanismos estratégicos que apenas o profissional de marketing pode fazer.   Não se engane com o fogo amigo e com os espertalhões de última hora que aparecem e oferecem o céu.

Existem landmarks na área política que são imutáveis, e apenas quem detém a estratégia da comunicação justa e do marketing perfeito, tem a habilidade em lançar mão de forma coerente e tangível.  Vale a pena ler quem ainda não o fez, o livro, Estado Espetáculo de Roger-gérard Schwartzenberg.

Digo meus amigos e amigas novamente, quem não fizer o dever de casa nas mídias digitais antes da campanha é melhor que não os faça durante a campanha por conta de se tornar um investimento sem resultado, isso não funciona se não for feito com ANTECEDÊNCIA, fica a dica.    

Quem montar sua estrutura ou parte dela com antecedência já sai na frente, isso com a ritualística do maestro que vai dar o tom de sua campanha, veja esse vídeo e imagine como se forma uma campanha vitoriosa, pois é assim que se faz:  https://www.youtube.com/watch?v=Pa4_atL4-08

Trabalhe com conteúdo relevante, invista realmente em resultados, existem milhões de programas, métricas, aplicativos mas sem valor algum se não forem aplicados de forma correta e coerente pelo especialista, não se deixe enganar com achismo, tudo tem que ter foco e resultado comprovado. Lembre sempre, mídia social antes de tudo é mídia, depois é social e toda mídia é paga.

A Propaganda Política é regida por várias leis as quais o Autor Jean-Marie Domenach exemplifica e tem muito mais, o passado como o próprio nome já diz , ficou pra traz, por isso, chegou a hora, ou melhor já está até passando da hora de contratar um consultor político atual, moderno e antenado para dar um norte e estartar seu processo eleitoralista.

Investimento em assessoria de imprensa, internet, jingle, conteúdo, imagem, nichos, branding, naming, formadores de opinião, lideranças, vídeos, ideias, comitês, mailling, planejamento estratégico, inbond marketing, soft were de campanha, jurídico, lideranças e muito mais.   Estes são apenas algumas peças que ajudam a criar a harmonia da orquestra.

Ou, se você acredita que se faz campanha sem dinheiro, apenas postando bom dia, oração do dia no facebook, mula sem cabeça , cuca, minhocão do pari, gastando apenas saliva e sapato…, boa sorte.

Pasme novamente meus amigos, como a maioria das pessoas desconhecem  as ferramentas , desconhecem as estratégias , acham que para tal seria necessário um investimento de grande vulto e isso não é verdade , basta apenas conhecer e já ter prática no processo político , nada de inventar a roda. Não deixe a maior parte do seu dinheiro ir para o ralo por falta de organização. Contrate um consultor político e comece desde já a planejar e executar uma campanha vitoriosa.

 

Cláudio Cordeiro: Publicitário/Advogado

CEO Gonçalves Cordeiro

Membro da ABCOP/ALAP/FENAPRO E SINAPRO/MT.

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O jogo acaba. O “nós contra eles”, não

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A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.

Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.

O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.

A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.

É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.

Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.

Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.

A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.

No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.

Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar



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