Opinião

Lucas do Rio Verde e Educação – Semente plantada da resultados, traz reconhecimento e vira exemplo para o país

Publicado em

Opinião

A rede de ensino do Município de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, foi reconhecida pelo estudo “Educação que Faz a Diferença”, elaborado pelo Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB) em conjunto com o Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) e os 28 Tribunais de Contas do País com jurisdição na esfera municipal.

A pesquisa foi lançada na quinta-feira (25) e revela as práticas mais comuns adotadas pelas redes com bons resultados.

Na gestão de Otaviano Pivetta, na cidade modelo em MT, o prefeito à época colocou como sua maior prioridade a educação, buscando ações pontuais, logística e eficiência que atenderiam o conjunto completo da sociedade educacional do município e toda a sua cadeia de entornos.

Com olhos voltados a interação de mestres, pais e alunos, a direção da secretaria municipal de educação desenhou um modelo que beneficiasse de forma ampla o seguimento que sempre foi encarado pelo gestor com um caminho para o desenvolvimento da região…A educação forma técnicos, abre horizontes e constroe lideres, que serám sempre prioridade em Lucas, defendia Pivetta.

Reformas de antigas e ineficientes escolas entraram na mira e construção de modernas e confortáveis novos centros de educação foram concebidos, observando sempre a economicidade, funcionalidade e o espirito de que as escolas fossem uma extensão das casas dos alunos sempre com portas abertas aos pais e ao esporte, lazer e cultura, aplicados com muito empenho e total dedicação.

Professores valorizados, reciclagem e informatização eram peças de construção do modelo sonhado por Pivetta e colocado em pratica com seu acompanhamento constante e pessoal… Diretores e pais de alunos sempre foram abordados, consultados e suas ideias e sugestões, reverberadas para melhoria do ensino e da convivência das escolas.

No decorrer da implantação do novo modelo de gestão educacional implantado em Lucas foram identificadas as seguintes práticas associadas a bons resultados no Ensino Fundamental:

1. Utilização de sistemas de gestão e de acompanhamento dos estudantes;

2. Suporte constante por parte das Secretaria de Educação, com visitas frequentes às escolas;

3. Monitoramento contínuo da aprendizagem dos alunos;

4. Investimento na gestão escolar, com incentivo ao protagonismo das escolas;

5. Oferta constante e diversificada de formação continuada aos educadores;

6. Cultura de observação de aulas, com avaliações individuais e construtivas.

7. O investimento maciço em esportes, lazer e cultura com a construção de quadras e minicentros esportivos nas unidades.

8. A interação ampla e exigência de acompanhamento de pais de alunos, transformando lares em extensão de escolas.

9. O planejamento atento as mudanças pedagógicas e a inserção de regionalidades cotidianas nas grades escolares.

10. O respeito e a participação de todos nos cuidados de manutenção e preservação do patrimônio e instalações das escolas.

O reconhecimento Nacional, com acompanhamento de Gestores de TRIBUNAIS DE CONTAS, agentes pedagógicos, profissionais de educação e contribuintes, selam a premissa sonhada por Pivetta de que a educação seria o suporte do desenvolvimento nacional, desde que levada à risca da seriedade, contingenciassem recursos para melhor aproveitamento e transformasse o discurso político de valorização de professores em uma realidade verdadeira.

Lucas do Rio Verde, cidade moderna, exemplo de mobilidade em franco desenvolvimento, incrustrada no norte de Mato Grosso, orgulhasse duplamente agora: A de ser uma cidade que avança a passos largos na produtividade e tecnologia do Agronegócio e agora, um exemplo Nacional de educação que é possível, dá certo e traz resultados para o futuro.

Halisson Lasmar é jornalista e Publicitário.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Opinião

O jogo acaba. O “nós contra eles”, não

Publicados

em


A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.

Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.

O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.

A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.

É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.

Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.

Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.

A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.

No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.

Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA