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*Juntos pelas comunidades de Cuiabá*

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Existe um ditado popular que fala: “sozinho se vai mais rápido, mas juntos vamos mais longe”. Já o ouvi algumas vezes e ele nunca fez tanto sentido para mim como desde que assumi o desafio de ser presidente de bairro. Sou presidente do Doutor Fábio I, um bairro periférico de Cuiabá para o qual qualquer ajuda ou benfeitoria é muito bem-vinda e essencial para seus moradores. Assim, a atuação do Poder Público e dos políticos é essencial para que as demandas das mais de cinco mil famílias da região sejam atendidas.
Participar da política, portanto, é muito importante. Candidatei-me a presidente após a insistência de um grande líder do nosso bairro, o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Misael Galvão. Digo insistência porque Misael, realmente, me chamou inúmeras vezes para dizer que eu poderia fazer uma gestão que contemplasse a comunidade.
Filho do Doutor Fábio, Misael – que já foi o presidente do bairro – alçou voos mais altos e mesmo ainda morando e se envolvendo com os problemas do bairro, ele é bairrista, hoje, tem mais afazeres. Fiquei então como a missão de lutar e melhorar o bairro e desde então trabalhamos de mãos dadas. Dentre as nossas metas, uma das mais importantes foi a reforma e ampliação do Centro Comunitário do Doutor Fábio, que já iniciou. A última reforma que o local havia passado foi ainda na gestão de Misael como presidente do bairro, há uns bons anos atrás.
Desde 2015 na minha primeira eleição, lutamos juntos para que o nosso sonho e de tantos outros moradores passasse a ser realidade. Quem é ou já foi presidente de bairro sabe as dificuldades e que é necessário um bom trânsito nos órgãos e nas secretarias, além das muitas horas em salas de espera, para conseguir dar um passo para desenvolvermos nosso bairro.
Hoje, o Centro Comunitário finalmente conta com uma frente trabalhando para sua adequação e ampliação. Além da obra, que trará melhoria nas instalações elétrica e hidráulica, o local passará pela instalação de rede telefônica, pintura, reforma do teto, substituição de portas e janelas, colocação de piso, reconstrução do muro, restauração das calçadas, limpeza e jardinagem. Outro passo importante da nossa luta: conseguimos a regularização do terreno e sabemos que nada é do dia para noite.
A regularização nos dá segurança jurídica e aumenta nosso papel enquanto comunidade. O próximo passo é garantir, também, que tendo um CNPJ, todos nossos pedidos, solicitações e demandas aos Poderes Legislativo e Executivo tenham mais força de voz. Tudo isso, devemos às sugestões do vereador Misael Galvão, que continua sendo morador do Doutor Fábio e vive diariamente nossos desafios e vitórias.
A reforma e regularização, aliás, é uma conquista nossa. Mas não será comemorada apenas por nós. Toda a comunidade ganha. A partir da reforma do Centro Comunitário, a população poderá se reunir para momentos especiais e importantes em um local pensado para elas.
Chego ao meu segundo mandato como representante do Doutor Fábio I com a certeza de que é preciso muita união para que o bem de todos seja assegurado. Aprendi que este papel, aliás, não é solitário. É de toda nossa diretoria, nosso vice atuante.
Hoje posso dizer que com muita luta, reuniões, pedidos e ofícios o Dr. Fábio I está 100% asfaltado e concretizando calçadas e meios-fios, temos uma praça com academia ao ar-livre – algo inédito –, mas o grande centro de lazer com certeza será nosso Centro Comunitário. O lugar sempre foi um pedido da comunidade, não tendo lugar para uma festa de casamento, aniversário e até velar seu ente querido em algumas situações.
Volto a afirmar: sozinho eu poderia ir até mais rápido, mas com toda a comunidade temos ido muito mais longe. E essa distância percorrida tem valido a pena graças a pessoas como Misael e toda a equipe, que ao meu lado brigam pelo bem comum: o bairro Dr. Fábio I, o qual pretendemos deixar um grande legado.
Política a gente não faz com falsidade. Faz com responsabilidade e lealdade
*Jucemar Ernesto é presidente do bairro Doutor Fábio
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Saúde mental é inegociável

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O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.

Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.

Os números que não podem mais ser ignorados

Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.

No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.

O papel da segurança psicológica

Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.

Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.

A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.

O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.

O que aprendemos na prática

Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.

Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.

Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.

Em dez anos, a pauta amadureceu.

Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.

A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.

* Tatiana Pimenta CEO da Vittude



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