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Da soberba vem a vergonha

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Por: Elizeu Silva

 

Infelizmente, vivemos dias em um Brasil de autoridades prostituídas, corruptas, covardes e ao mesmo tempo, autoritárias. Intermináveis denúncias divulgadas diariamente nos veículos de comunicação de massa, apenas demonstram que parte dos nossos cidadãos, se transformou numa imensa quadrilha de meliantes, constituídas por gente de toda laia possível; parlamentares, magistrados, ministros, empresários e por ai se vai. Com isso, caminhamos a passos largos para uma pátria de vergonhosos e anormais, onde a soberba tomou conta da simples criatura, que de Deus: depende em tudo. De defensores da sociedade, passaram a cultuar ego do “eu”: eu sou; eu quero; eu posso; eu faço…, etc. E, isso nos remete a enxergar de que o orgulho floresceu no âmago da natureza pecaminosa do homem.

Veja a classe política mato-grossense, transformada em vergonha nacional por suspeita de tanta corrupção praticada. Depoimentos e imagens recém-divulgadas pela Justiça e imprensa, demonstram situações degradantes do ser humano. Pacotes de dinheiro entregues, tempos atrás, no centro do Poder Executivo estadual, averbam a ganância daqueles que querem ser mais do que são ou do que podem ser. A entrega dos chamados “mensalinhos” por parte do ex-governador Silval Barbosa, para empresários, deputados e conselheiros, ressalta o cerne da imoralidade, que é o estado mental mais oposto ao nosso Criador. Poxa! Não é pra isso que fomos criados, porém tais atitudes confirmam o que a Bíblia diz: ‘somos seres caídos’. Vivemos contrariamente aos expoentes do otimismo que hoje muitos querem fazer parecer, através das mentiras vendidas por um alto preço e contrárias a inevitável ruína da política, da economia e da moral. Basta possuirmos uma pequena capacidade de questionar, verificaremos que não estamos livres, nem mesmo para as simples naturezas das coisas como vários gostam de apregoar por aí. Ora! Não podemos jamais aceitar isso, não somos máquina que pode ser reiniciada (dado reset) a qualquer instante. Somos de carne e osso, temos vida e possuímos emoções e caráter que repudia isso tudo.

Além de ‘seres caídos’, tantos outros que detém o poder terreno nas mãos, são infiéis, rebeldes e cheios de vanglória, arrogantes, prepotentes, presunçosos, autossuficientes, exibicionistas e estufados nos seu egocentrismo. Pensam ser o Super-homem. Sim, o personagem vivido por Clark Kent em história em quadrinhos americana, com habilidades diferentes dos humanos. Se sentido o todo poderoso, essa classe política de delinquentes se personifica mesmo em outro super-herói, o Batman, possuidor de um cinto de mil e uma utilidades, pois é da cintura que o homem-morcego tira cápsulas capazes de resolver todos os problemas que se possam aparecer ou imaginar. Contudo, duvido que nessas cápsulas tenha resposta condicente para explicar a origem e o destino desses milhões de reais guardados em bolsas, caixas de papelão, que escorregam pelo bolso do paletó de prefeito e faz as pernas de deputada tremer. Nem por mágica conseguem explicar. Suas fracas defesas pautadas por advérbios e locuções adverbiais de negação: não, tampouco, nem, nunca, jamais, etc. E: de modo algum, de jeito nenhum, de forma nenhuma, viraram piadas de mau gosto nas redes sociais e já não são mais capazes de mudar a opinião pública, pasma com tanta falsidade. Suas enrolações do confesso, apenas adiam a queda, a vergonha, a aflição, o constrangimento, o embaraço e a humilhação.

Mas, por incrível que pareça, dessa canalhice toda dá para se tirar boas expectativas, claro, se crermos em Deus. Nas Escrituras Sagradas contém outras afirmações dadas pelo próprio Cristo quando disse que é “mister” que tudo isso aconteça, para provar que a nossa esperança não está nas mãos do homem natural, mas naquela graça pelo qual Deus enviou um redentor livre de vanglória, arrogância, prepotência, presunção, exibicionismo e egocentrismo. Ao invés se ser infiel, foi e é fiel; ao invés de ser desobediente, foi obediente; e ao invés de ser cheio de orgulho, humilhou-se a sim mesmo […] até a morte, e morte de cruz.

Elizeu Silva é jornalista em Mato Grosso. E-mail: elizeulivramento@gmail.com

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Saúde mental é inegociável

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O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.

Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.

Os números que não podem mais ser ignorados

Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.

No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.

O papel da segurança psicológica

Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.

Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.

A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.

O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.

O que aprendemos na prática

Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.

Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.

Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.

Em dez anos, a pauta amadureceu.

Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.

A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.

* Tatiana Pimenta CEO da Vittude



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