Opinião
Concorrência digital
Opinião
Por: Cláudio Cordeiro
Olá, você já parou para pensar quem é o seu concorrente digital? Então, ele vai muito além daquele concorrente que você já conhece que está na sua rua, no seu bairro, na sua cidade, muito além disso, isto porque a internet não tem fronteiras. Concorrente digital é aquele que já atua no mundo da internet que tem as suas mídias sociais, seus aplicativos, seu site, enfim atua de maneira efetiva com planejamento e estratégias bem definidas e não de maneira tímida pois se assim for não será um concorrente e é melhor descartar.
Nessa concorrência digital também vale tudo principalmente um planejamento eficaz, técnico e criativo a qual só um profissional consegue fazer tal estratégia. Sem entrar muito nessa parte técnica, o processo envolve uma ampla pesquisa de palavras chaves para identificar quais são as mais relevantes para o seu negócio de forma a obter resultados com as buscas corretas, inerentes ao seu serviço ou ao seu produto.
Como no Inbound marketing, existe o GC Care, que atua no espectro bem maior e com foco não apenas no digital mas também no tradicional, pois nada adianta trafegar no mundo digital se você não tiver uma boa marca, uma boa diagramação, um atrativo no design. A comunicação visual, a produção do vídeo, a potencialização do planejamento, da mídia, isso tudo reunido num planejamento enxuto e eficaz.
De nada adianta, focarmos em vários aplicativos, sites, conteúdo, métricas, de forma a não obedecer um direcionamento. Vale muito mais fazer menos com mais qualidade, do que o contrário.
A captura de mailling se torna essencial nesse processo, pois a partir disso pode ser colocado um funil e segmentar de várias maneiras para atender diretamente as necessidades de cada target. Ações como enviar formulário, ligue para nós, ganhar um brinde, fale conosco, cadastre-se, receba dicas gratuitas, enfim sempre presentear, sempre dar algo em troca do mailing. E, a partir daí começar a construir um relacionamento, de confiança a qual poderemos fazer a tão sonhada conversão.
Entender através de um planejamento qual o seu objetivo on-line é primordial para que sua campanha tenha êxito, e novamente eu repito, isso só se faz com profissionais. Quando eu comecei a trabalhar no mundo digital existia aquele velho adágio onde se dizia que todo empresário tinha um sobrinho que construía um site por um custo menor e hoje não é diferente, Sempre existe alguém por perto prometendo o milagre digital. E, sempre o resultado é o descrédito e o enfraquecimento da classe.
Concluímos então que para tanto, devemos no início fazer uma análise de presença digital, analisando a si próprio e principalmente também a sua concorrência, gerar metas, traçar ataques numa cadência correta e com vantagem competitiva.
Cláudio Cordeiro: Pubicitário/Consultor Politico e Gerenciamento de Crise.
CEO Gonçalves Cordeiro
Opinião
Saúde mental é inegociável
O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.
Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.
Os números que não podem mais ser ignorados
Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.
No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.
O papel da segurança psicológica
Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.
Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.
A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.
O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.
O que aprendemos na prática
Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.
Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.
Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.
Em dez anos, a pauta amadureceu.
Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.
A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.
* Tatiana Pimenta CEO da Vittude
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