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Com os Campos, Várzea Grande sempre avança. Já sem eles…

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Por: João Carlos de Queiroz
De há muito (falo de décadas) a família Campos se tornou lenda de serviços públicos resolutivos em Várzea Grande/Mato Grosso. Isso começou a partir do instante em que os irmãos Jayme e Júlio Campos assumiram a Prefeitura de Várzea Grande e Governo do Estado. Já nos últimos anos, foi a prefeita Lucimar Campos quem assumiu, no município várzea-grandense,  a desafiadora tarefa de neutralizar demandas consideradas insolúveis. Fez mais: resgatou a autoestima da população, francamente desmotivada diante de desastres administrativos consecutivos, triste legado dos antecessores, à exceção da era Júlio/Jayme. Com eles, VG promoveu arrancada de destaque rumo à prosperidade. Para sequenciar tal módulo, a prefeita conta com experinte equipe técnica no seu staff; os resultados positivos, em prol da população, estão sendo contabilizados de forma ininterrupta.
 
Lucimar, sempre apoiada pelo ex-governador e ex-senador Jayme Campos, seu esposo, conseguiu, no comando da Prefeitura, o que a maioria das pessoas julgava impossível: reconstruir Várzea Grande. Naturalmente sensibilizada, sua primeira iniciativa teve enfoque na Saúde e Educação, quando a Prefeitura retomou obras inacabadas e empreendeu outras inéditas. A UPA – Unidade de Pronto-Atendimento, resultante de convênio federal, estava fadada a continuar sem funcionar por falta de equipamento e pessoal administrativo/clínico. Hoje, a UPA opera normalmente. Inclusive, já reduziu a sobrecarga de atendimentos diários do Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (que recebe mais de 50% pacientes do interior do Estado).
 
Também as escolas centrais e periféricas do município, com obras paralisadas e/ou sequer iniciadas, foram concluídas e funcionam dentro de normalidade absoluta. Já não se vê ônibus repletos de alunos indo estudar em bairros distantes. O sofrimento maior desses deslocamentos recaía principalmente sobre as crianças menores, incluindo a preocupação dos pais. Lucimar concluiu as reformas paralisadas nas unidades educacionais e trouxe de volta os alunos ao seu ambiente domiciliar.
 
“Aquilo cortava o coração de qualquer um: ver criancinhas espremidas nos ônibus, aguardando horas na fila para retornarem às suas casas. Não podíamos consentir com isso, e assim aceleramos o passo para concluir as reformas e construir novas escolas. Muitas dessas crianças hoje andam menos de um quarteirão para chegar à escola”, comemora a prefeita. 
 
A exemplo de Júlio e Jayme, a prefeita conhece bem Várzea Grande, sabe de cor e salteado quais são seus dilemas e expectativas. Estruturalmente, ela já cumpriu grande elenco das promessas feitas na campanha eleitoral. Aos poucos – para alegria de populares aflitos por soluções -, a cidade retomou sua modernidade funcional. Bairros esquecidos receberam asfalto, água tratada, esgoto, creches, etc. Em suma: o município religou os motores do seu antigo estilo de Cidade Industrial, perfil celebrizado pela imposição das inesquecíveis gestões de Júlio e Jayme pelo Paço Municipal. {Seus sucessores, à exceção de Lucimar, é que perpetraram caos completo, transformando a cidade numa praça de guerra. Foram eficientes para acabar com tudo de bom que VG obtivera atráves do empenho administrativo dos Campos.} 
 
Para a prefeita, ainda há muito por fazer. “Não podemos realizar tudo de uma só vez, nem é possível isso. No entanto, vamos trabalhar intensamente para que Várzea Grande neutralize, em breve, todos os problemas que ainda afligem sua população”, afirmou. “O principal é que atuamos com muita honestidade e incansável fôlego de trabalho”.
 
No que depender de Lucimar, ela irá conseguir. Não se trata de bajulação gratuita, conforme podem pensar eventuais opositores plantonistas, contrários à realidade atual, bem à vista de consciências não carcomidas politicamente. Mas Várzea Grande conseguiu sair do buraco de abandono que jazia há anos, e tem motivos de sobra para comemorar esta nova etapa progressista pelas mãos competentes e sensíveis de sua prefeita. O olhar administrador de Lucimar encampa profundidade maior do que uma mera análise de gestora técnica, com humanização extensiva às classes menos favorecidas. Exatamente como Júlio e Jayme administravam…  
 
Aliás, humanização é tônica geral da família Campos, sabe o povo várzea-grandense. Nenhum morador do segundo maior município do Estado tem dúvidas da assistência amplamente humanizada que a prefeita operacionaliza no dia a dia, identicamente às gestões de Júlio e Jayme. Nunca o pequeno, o mais humilde, esteve à parte dos interesses dos ex-prefeitos e ex-governadores. Que o digam os agricultores familiares do município e do Estado, somando-se aos pequenos empreendedores. Todos tiveram acesso a capacitações técnicas e incentivos fiscais para consolidação de projetos comunitários. Lucimar adota o mesmo procedimento à frente da Prefeitura.
 
 
Infelizmente, há um temor coletivo de que esse sonho de encantamento progressista possa ser desfeito por decisão do TSE – Tribunal Regional Eleitoral, órgão acionado por adversários partidários dos Campos. Caso a prefeita seja mesmo destituída do cargo, quem perde – e muito – é Várzea Grande, disso ninguém duvida. O presente entrave jurídico (via-TSE) acontece justamente quando o município desfruta de sua melhor fase, após ser resgatado e equilibrado pela família Campos. Lucimar desfez a rede de roubalheira corrupta perpetrada por gestões fraudulentas. “O passado de atrasos já não nos interessa, porque nosso objetivo é garantir um bom futuro para Várzea Grande”, enfatiza a gestora, sempre confiante.
 
O atual secretário de Assuntos Estratégicos, Jayme Campos, havia enumerado publicamente os desastres administrativos que a gestão Lucimar levantou nas auditorias internas, no início do seu mandato. “Obtivemos dados francamente estarrecedores”, definiu o ex-governador e ex-senador: “O que fizeram com Várzea Grande foi uma covardia sem precedentes. Detonaram a cidade, pisotearam a confiança dos seus habitantes. Mas vamos reconstruí-la, sim. Lucimar já concluiu várias etapas importantes desse processo. O sucesso de seu trabalho representa a alegria do povo várzea-grandense e novos horizontes para sua sede e todo o município”.
 
Já o ex-governador e ex-senador Júlio Campos, foi igualmente enfático: “Sonhar é preciso, como não concordar? Hoje, os várzea-grandenses vivem um bom sonho realista, digamos. Isso porque a nossa cidade está realmente em boas mãos. Tivemos, no passado, o privilégio imenso de administrar o município, ocasião em que eu e meu irmão Jayme concebemos vários projetos importantes. Depois, VG parou no tempo, ficou travada, sem dar continuidade à série de importantes projetos sociais e empreendimentos estruturais em várias áreas”.
 
Julinho lamentou ainda que mesmo o porte de Cidade Industrial que VG ostentava com tanto orgulho decaiu visivelmente. “Felizmente, a prefeita Lucimar Campos está determinada a resgatar essa condição, esse porte altivo do município, que significa mais empresas e indústrias na cidade. As ações que ela tem protagonizado na administração não deixam a menor margem de dúvidas de que irá conseguir, sim. Enfim, “sonhar é mesmo preciso”, repito. A prefeita Lucimar tem o destino firme de muitos sonhos do povo local em sua mente, pois trabalha intensamente por Várzea Grande”.
 
João Carlos de Queiroz é  jornalista
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O jogo acaba. O “nós contra eles”, não

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A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.

Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.

O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.

A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.

É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.

Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.

Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.

A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.

No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.

Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar



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