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Várzea Grande começa a fazer tratamento precoce para Covid -19

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Da Redação.

Seguindo protocolo do infectologista chefe em Várzea Grande, Dr. Francisco Kennedy Scofoni Faleiros de Azevedo e da Organização Mundial de Saúde (OMS), bem como do próprio Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde, começa a oferecer a partir desta segunda-feira, 22 de junho, para pacientes atendidos na Rede Pública Municipal e devidamente acompanhados de laudo e receita médica específica, medicamentos considerados como tratamento precoce para casos de Coronavirus.

Segundo o secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes, caberá ao profissional médico decidir qual o medicamento que será ofertado a cada um dos pacientes, pois se o mesmo tem uma comorbidade como hipertensão arterial, diabetes, problemas de coração ou qualquer outra enfermidade é necessário que se saiba qual o melhor medicamento a ser oferecido, por isso a automedicação pode ser mais nociva do que o tratamento, por desconhecimento do quadro geral de cada paciente.

“Toda a Rede Pública Municipal de Várzea Grande está apta para o primeiro atendimento aos pacientes, sendo que se ficar constatada a necessidade e a prescrição médica, o paciente pode se deslocar para uma das cinco policlínicas de Várzea Grande, localizadas nos Bairros, Jardim Glória, Marajoara, Parque do Lago, 24 de Dezembro e Cristo Rei ou para o Centro de Especialidade em Saúde (CES), antigo Postão para receber o medicamento que conforme portaria assinada por nós, deverá ser feita por paciente, atendido na rede pública municipal e munido de exames e de receituário médico e com a dose específica, para se evitar o consumo desenfreado de remédios”, disse o secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes.

O titular da pasta da Saúde Pública de Várzea Grande sinalizou que já tem correndo processo licitatório para aquisição de medicamentos sendo que neste primeiro momento estão sendo ofertados remédios que fazem parte do estoque do Centro de Atendimento e Distribuição de Insumos e Medicamentos – CADIM, que anualmente realiza quatro processos licitatórios para suprir as necessidades da rede de medicamentos e insumos para a área de saúde pública de Várzea Grande.

“Volto a frisar que estamos, por ordem da prefeita Lucimar Sacre de Campos, todos voltados para encontrar soluções para fazer frente a pandemia do Coronvírus, mas que a população não pode, não deve, sob pena de piorar seu quadro de saúde pública, sair se automedicando, descontroladamente e sem regras e acompanhamento médico como determinam os principais organismos de saúde mundial”, disse Diógenes Marcondes ponderando que a principal arma da população é fazer o isolamento social para os que podem, trabalhando em casa (Home Office) e para aqueles que não podem adotar os meios e maneiras corretas de segurança como, distância de 1,5 metros entre as pessoas, uso constante de máscaras, luvas quando necessário e higienização rigorosa e também constante.

O presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Várzea Grande, o vereador e médico Miguel Angel, sinalizou que a pandemia tem deixado as pessoas intranquilas e angustiadas, o que muitas vezes acaba levando os mesmos a procurarem soluções sem saber a realidade dos fatos.

“Neste momento é importante se confiar nos profissionais médicos e no empenho e determinação do Poder Público de Várzea Grande que está buscando soluções para fazer o enfrentamento a pandemia e combater ao Covid- 19, mas de forma racional e sem criar novos problemas, pois medidas pensadas e planejadas vão surtir mais efeito do que aquelas tomadas sem nenhuma racionalidade”, disse o presidente da Comissão de Saúde.

Segue Nota de Esclarecimento do Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus (COVID 19) e da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande.

Leia na Íntegra a Nota de Esclarecimento:

NOTA DE ESCLARECIMENTO:

Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus (Covod- 19) de Várzea Grande e as Secretarias de Saúde e Comunicação Social, esclarecem aos interessados que a partir desta segunda-feira, em caráter experimental e com acompanhamento médico, será ofertado medicamento para o tratamento precoce de casos de Covid- 19, para pacientes devidamente atendidos, com exames e com receituário médico da Rede Pública Municipal.

Todas as unidades de saúde municipais estão aptas ao atendimento de pacientes, mas apenas as Policlínicas do bairros: Jardim Glória; Marajoara; 24 de Dezembro; Parque do Lago e Cristo Rei, além do Centro de Especialidades em Saúde (Postão), farão a entrega do medicamento, lembrando que isto depende de atendimento médico e da prescrição em receita com duas vias, para uma ficar arquivada na referida unidade para o acompanhamento dos pacientes.

Lembram ainda que caberá ao profissional médico a prescrição do medicamento de acordo com a necessidade e o quadro do paciente que se tiver outras comorbidades exige tratamento específico e medicamento específico.

Os órgãos municipais informam ainda que, a automedicação trás riscos a saúde e que somente pacientes com sintomas serão tratados.

Processos de Licitação estão publicados para aquisição de mais medicamentos, insumos e equipamentos médicos para fazer o enfrentamento ao Covid- 19.

Foto: Prefeitura VG.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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