Mato Grosso
Tenente preso na Operação Assepsia também é investigado na Operação Mercenários
Mato Grosso
Da Redação
Cleber de Souza Ferreira é um dos presos na Operação Assepsia que investiga a entrada de 86 celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Cleber é tenente da Polícia Militar e foi um dos presos acusados de ter facilitado a entrada dos aparelhos na penitenciária, através da operação foram presos os diretores da penitenciária e também três policiais militares que estariam envolvidos no caso.
Segundo informações obtidas pelo site Hipernotícias o tenente é um dos investigados de uma outra operação, a “Operação Mercenários”, esta operação investiga crimes de homicídio cometido por policiais militares na região metropolitana.
O nome do tenente preso na Operação Assepsia aparece também na Mercenários, os nomes das vítimas não foram divulgados por conta do segredo de justiça imposto ao caso, segundo informações são atribuído ao grupo pelo menos quinze homicídios que ocorreram em Cuiabá e Várzea Grande entre os anos de 2015 e 2016.
A operação resultou na prisão de seis policiais militares que estariam envolvidos nos homicídios, que de acordo com a justiça, não haviam motivação aparente, ainda de acordo com a justiça nem todas as vítimas tinham ligação com o crime, acredita-se que muitos crimes foram feitos unicamente por uma questão financeira.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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