Mato Grosso

Telessaúde realizou 600 mil serviços e gerou economia de mais de R$ 1 milhão

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Mato Grosso

Da Redação

Apoiado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), o programa Telessaúde conquistou dois prêmios em 2019: o WSIS Prizes, ofericido na Suíça, e o Prêmio Excelência em Competitividade, que ocorreu em São Paulo. As premiações foram recebidas como uma forma de reconhecimento ao trabalho, que gera uma série de benefícios para a Rede Pública de Saúde.

“O Telessaúde de Mato Grosso é um excepcional exemplo de ação bem-sucedida na área da Saúde, sendo referência não apenas em nosso Estado, mas também para todo o país. O programa gera uma economia inteligente para os cofres públicos porque otimiza os atendimentos prestados à população, oferecendo mais eficácia aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”, avaliou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

A evolução da eficiência dos atendimentos é registrada a cada ano. Em 2019, foram 675.506 serviços realizados nas áreas de teleconsultoria, qualificação da regulação, telediagnóstico, teledermatologia, tele eletrocardiograma, tele estomatologia, tele-educação, participações ao vivo e atividades educacionais por meio de web aulas; as ações são voltadas para médicos e enfermeiros que trabalham na Rede Municipal de Saúde em todo o Estado.

No ano de 2019, 62% das teleconsultorias discutiram o caso clínico de pacientes, isso reforça a importância para o processo regulatório e o reconhecimento do serviço por parte dos profissionais. A situação é ainda reforçada pelo índice de que 55% das respostas resultaram no não encaminhamento do paciente para outros municípios – número que aponta para a considerável resolutividade do programa.

Ainda é importante ressaltar a economia de mais de R$ 1 milhão, em 2019, produzida pelo Telessaúde por meio do serviço virtual de eletrocardiograma.

“O Telessaúde é uma estratégia de incorporação de tecnologia que logrou êxito. Temos resultados comprovados que indicam que investir em tecnologia é uma boa alternativa, entretanto, requer tempo para reverter em resultados. É um investimento de longo prazo”, pontuou o coordenador do Núcleo Técnico Científico do Telessaúde em Mato Grosso, Fábio José da Silva.

O Programa

O Telessaúde, que conta com a parceria do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) – por meio da Fundação Uniselva –, funciona há seis anos nas estruturas da unidade hospitalar e inicialmente realizava tele consultorias, tele eletrocardiograma e web aulas. Com a evolução do programa, o Núcleo de Telessaúde passou a integrar o Complexo Regulador do Estado e atuar como um qualificador da demanda de consultas especializadas.

Desde o início de suas atividades, o núcleo ampliou significativamente o número de solicitações de teleconsultorias, implantou o telediagnóstico em eletrocardiograma, dermatologia e estomatologia, expandiu o número de municípios com adesão ao telediagnóstico, ampliou a equipe de teleconsultores, as atividades de tele-educação e manteve a parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) por meio do Projeto de Extensão.

A equipe é composta por 58 profissionais entre médico, enfermeiro, cirurgião-dentista, farmacêutico, nutricionista, técnico em tecnologia da informação, biólogo, psicólogo, fisioterapeuta e fonoaudiólogo – sendo todos profissionais da SES, da UFMT ou voluntários que se dispõem a contribuir com o trabalho.

Premiações

O WSIS Prizes é o maior prêmio na área de Tecnologia em Informação e Comunicação concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A indicação e premiação colocaram o Telessaúde de Mato Grosso no cenário internacional, com a participação permanente em discussões globais sobre o tema.

Já o Prêmio Excelência em Competitividade foi concedido pela CLP – Liderança Pública, que entendeu a Boa Prática do Telessaúde como uma experiência competitiva e reprodutível em outros estados; destacando a capacidade de utilizar parcerias como ferramentas para dinamizar a força de trabalho, economizando erário público e fazendo o conhecimento chegar às regiões mais distantes.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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